O presente inesperado de Thomas Edison para Henry Ford

Com mais de mil patentes em seu nome e considerado um dos maiores inventores e inovadores do século XIX, Thomas Edison também se tornou um empresário de sucesso, e as pessoas que foram profundamente contaminadas por suas realizações acabaram seguindo um caminho inevitável de sucesso, como aconteceu com o jovem Henry Ford — fundador da gigante Ford Motors Company.

Em 1896, Edison estava trabalhando na ideia de projetar o primeiro automóvel quando descobriu que Ford tentava fazer o mesmo em seu tempo livre enquanto engenheiro-chefe da Edison Illuminating Company, empresa de Thomas Edison em Detroit.

O inventor conheceu Ford em uma festa em Nova York, entrevistou-o sobre o carro e ficou impressionado com a inteligência do homem. Edison descobriu que Ford tentava usar um motor a gasolina para mover um automóvel, em vez de eletricidade, como tentava Edison. Então, Ford foi encorajado a continuar, e o resultado foi ter-se tornado milionário com sua indústria automotiva e gerado um laço de amizade muito profundo com o inventor.

O último suspiro

(Fonte: Zing/Reprodução)(Fonte: Zing/Reprodução)

Quando o laboratório de Edison pegou fogo, em 9 de dezembro de 1914, os danos foram tão extensos que o seguro não conseguiu cobri-los. Ford, então, não pensou 2 vezes antes de sacar um cheque de US$ 750 mil para cobrir todos os custos, acompanhado de um bilhete dizendo que o amigo poderia receber mais se precisasse.

Ambos os magnatas compraram casas de férias juntos, fizeram viagens e reuniram as famílias como se fossem uma só. Em 1916, Ford se mudou para o prédio ao lado de Edison, quando o inventor ficou confinado a uma cadeira de rodas. Ford até comprou uma para si mesmo a fim de poderem disputar corridas.

(Fonte: Gizmodo/Reprodução)(Fonte: Gizmodo/Reprodução)

Apesar de tudo o que fizeram um pelo outro, a maior demonstração de afeto foi a última de todas. Já em seu leito de morte, Thomas Edison teria dado seu "último suspiro" para dentro de um tubo de ensaio a pedido de Henry Ford, que queria guardá-lo como lembrança do que o amigo era em vida. Após o falecimento do inventor, em 18 de outubro de 1931, em Nova Jersey (EUA), Ford pediu ao médico assistente de Edison, o Dr. Hubert S. Howe, para selar o tubo com parafina.

(Fonte: Ford Europe/Reprodução)(Fonte: Ford Europe/Reprodução)

Com a morte do empresário, em 1947, o presente apareceu durante a catalogação de suas propriedades, logo após o falecimento de sua esposa, Clara Bryant Ford, em 29 de setembro de 1950. Alguns pertences foram doados ao Museu Henry Ford, em Dearborn, no Michigan (EUA), incluindo o tubo de ensaio, que permaneceu guardado até 1978, quando foi colocado em exibição para o público.

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