6 iniciativas estranhas da CIA utilizadas para resolver casos

Desde sua fundação, em 18 de setembro de 1947, a Agência Central de Inteligência (CIA) evoluiu como referência na realização de missões secretas e nos fundamentos da espionagem, traçando planos que se destacaram pela ousadia dentro e fora de campo. Nas últimas décadas, o escritório norte-americano chegou a investir em planos minimamente duvidosos, que, dando certo ou não, só provariam a versatilidade da linha de defesa na resolução de casos que pudessem comprometer o combate a ameaças.

Confira abaixo algumas das tratativas e estratégias mais curiosas adotadas pela CIA para dar continuidade a seus planos de espionagem e segurança nacional.

1. Usar LSD e substâncias psicodélicas para controlar mentes

(Fonte: Wikipedia / Reprodução)(Fonte: Wikipedia / Reprodução)

No início dos anos 1950, o químico Sidney Gottlieb (1918-1999), que dirigia o programa ultrassecreto MK-Ultra, convenceu a CIA a investir US$ 240 mil (cerca de R$ 1,3 milhão, em conversão direta) em LSD e outras substâncias alucinógenas para controlar a mente de usuários. O projeto distribuiu drogas para voluntários em prisões, hospitais e clínicas, bem como forçou militares a ingerir sem seu conhecimento, a fim de analisar resultados sobre os efeitos. No final, nada de concreto foi confirmado, e o experimento não evoluiu como esperado.

2. Fazer a barba de Fidel Castro cair para derrubar o comunismo

(Fonte: AP / Reprodução)(Fonte: AP / Reprodução)

Para "desmoralizar a masculinidade" de Fidel Castro como grande líder do comunismo cubano, entre 1976 e 2008, a CIA planejou constrangê-lo ao tirar a barba dele utilizando sais de tálio, elemento químico tóxico que pode causar sintomas como dores abdominal e de cabeça, convulsões, queda de cabelo e, eventualmente, morte após exposição. Porém, a tentativa de borrifar a substância fracassou quando Castro cancelou sua viagem para o exterior.

3. Recrutar gatos como agentes secretos de espionagem

(Fonte: AP / Reprodução)(Fonte: AP / Reprodução)

Não apenas de libélulas, sapatos com transmissores e cocôs falsos de cachorros viviam as agências de espionagem norte-americanas. Isso porque a Operação Kitty Acústica, lançada na década de 1960 pela CIA, estudou instalar escutas dentro do crânio e do canal auditivo de gatos para obter informações valiosas de alvos observados. A missão foi encerrada ainda na mesma década, quando o "gato-piloto", já equipado com o microfone, pulou de uma van em movimento e foi atropelado em seguida.

4. Enganar a KGB com bonecas infláveis

(Fonte: Reuters / Reprodução)(Fonte: Reuters / Reprodução)

Utilizados com sucesso nos anos 1980, as bonecas infláveis da CIA eram dublês de agentes secretos que operavam em campo. O propósito do acessório era substituir imediatamente um espião fugitivo em esquinas, ruas e pontos cegos de membros da KGB, sendo colocado no assento do condutor e permitindo que ele pudesse escapar com sucesso. As bonecas também eram equipadas com dispositivos que explodiam quando necessário, muitas vezes atingindo inimigos ou apenas criando uma cortina de fumaça para despistar o motorista.

5. Gravar um filme falso para ajudar no resgate de reféns no Irã

(Fonte: Warner Bros / Reprodução)(Fonte: Warner Bros / Reprodução)

Para ajudar 6 membros da embaixada dos EUA a escapar de um Irã revolucionário, a CIA fingiu produzir um filme de ficção científica chamado Lord of Light, com roteiro real e arte conceitual — ilustrada pela lenda dos quadrinhos Jack Kirby e baseada em um longa de Hollywood para fazer parecer uma obra verdadeira. O filme falso foi capaz de recuperar com sucesso os norte-americanos e mais tarde ganhou uma adaptação cinematográfica intitulada Argo, vencedora do Oscar de Melhor Filme em 2013.

6. Encomendar um filme pornô para descredibilizar rivais políticos

(Fonte: TPM / Reprodução)(Fonte: TPM / Reprodução)

Durante a Guerra Fria (1947-1991), a CIA lançou um filme pornô para descredibilizar os rivais políticos norte-americanos. Filmado em Hollywood e feito de graça, o longa foi estrelado por um dublê que usava uma máscara real do presidente da Indonésia, Sukarno, a fim de apresentar os valores morais antiocidentais e pró-comunistas. A tática foi realizada para relacionar o comportamento soviético à libertinagem e buscou referências nas antigas tradições do Império Romano.

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