O Último Duelo: 4 tradições medievais apresentadas no filme épico

O Último Duelo, a mais recente produção do diretor Ridley Scott (Alien, Gladiador), já está disponível nos cinemas de todo o mundo. A obra adapta uma história real ocorrida na França do século XIV, quando a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) eclodiu.

Na história, os cavaleiros franceses Jean de Carrouges (Matt Damon) e Jacques Le Gris (Adam Driver) se enfrentam em um duelo épico para encerrar o julgamento da esposa de Carrouges, Marguerite (Jodie Comer), que havia sido violentamente atacada por Le Gris e gerou grandes dúvidas em todos os membros da corte ao expor sua versão sobre os fatos. Obrigada a apelar para o bom senso e justiça, a jovem se vê em meio a uma disputa sem precedentes pela verdade, protagonizando uma trama carregada de vingança, fé e coragem.

Confira abaixo algumas das principais tradições medievais apresentadas em O Último Duelo e descubra como o filme se conecta com o passado para contar uma história real.

1. Duelos

(Fonte: 20th Century Studios / Reprodução)(Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)

O Último Duelo resgata os clássicos torneios medievais de cavalaria, em que o rei, a corte e membros selecionados da comunidade se distribuem ao redor de uma arena para acompanhar batalhas um contra um. Conhecidas como justas, esses duelos se caracterizam pela utilização de uma armadura pesada com visibilidade mínima, armas longas e modificadas para minimizar ferimentos, e um cavalo resistente ao carregamento de pesos. O vencedor é decretado após conseguir derrubar seu adversário.

2. Selinhos entre o povo

(Fonte: 20th Century Studios / Reprodução)(Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)

Dar selinhos, na Idade Média, era um ato que representava uma espécie de contrato ou vínculo categórico entre duas pessoas. Assim, a prática servia para validar um acordo entre o senhor feudal e o vassalo, por exemplo, ou entre pessoas que se conhecem formalmente, como foi no caso de Jacques Le Gris e Marguerite de Carrouges na produção de Ridley Scott.

3. Luva ao chão

(Fonte: 20th Century Studios / Reprodução)(Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)

A luva é um dos acessórios mais importantes para esgrimistas, e desde a Idade Média era vista como algo de valor, sendo o principal elo entre a mão do guerreiro e a arma. Sua importância era tanta que a vestimenta era utilizada como forma de convocar o adversário para um combate justo, quando o desafiante jogava uma de suas luvas ao chão e via seu oponente fazer o mesmo, confirmando a aceitação do embate.

4. Deus decide a vitória

(Fonte: 20th Century Studios / Reprodução)(Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)

Apesar de a Idade Média ter revelado alguns dos cavaleiros mais importantes de todos os tempos, suas habilidades eram desprezadas em comparação ao poder divino. Isso ocorria porque, como a Igreja e a Fé eram consideradas entidades supremas na época, apenas elas tinham poder de conceder alguma decisão importante, interferindo em julgamentos, orações, batalhas e em diversos outros tipos de dilemas responsáveis por determinar o destino de um indivíduo ou da coletividade. Independentemente da verdade de Marguerite e das intrigas entre Le Gris e Carrouges, a sentença seria definida por Deus.

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