O Mágico de Oz: a misteriosa mensagem escondida no casaco do Mago

Lançado pela MGM em 1939 e dirigido por Victor Fleming (E o Vento Levou), O Mágico de Oz, filme homônimo baseado na fantasia literária de L. Frank Baum, é um clássico do cinema que segue cativando milhões de fãs ao redor do planeta, tanto pela história comovente quanto por apresentar detalhes que, para a época, se destacaram por ir além da produção cinematográfica convencional.

A trama conta a aventura de Dorothy Gale (Judy Garland), uma garota que é misteriosamente transportada para um mundo mágico por um furacão e lá acaba conhecendo um grupo distinto de amigos formado por um espantalho (Ray Bolger), um homem de lata (Jack Haley) e um leão covarde (Bert Lahr). Tendo que lidar com as inseguranças da idade e com problemas vividos pelos seus novos colegas de viagem, Dorothy descobre que uma poderosa bruxa má (Margaret Hamilton) está oprimindo o país, e confrontá-la pode ser a única chance de retornar para casa.

O filme, indicado a seis Oscar e vencedor de dois, é um verdadeiro tributo ao autor L. Frank Baum, que escreveu quase quinze livros ambientados no mundo de Oz e criou um universo repleto de detalhes fantásticos. Para fazer jus à tão rica obra, os produtores de Hollywood capricharam nas referências, mesmo que algumas delas tenham ocorrido como total coincidência, como houve com a capa do professor Marvel (Frank Morgan).

A impressionante lenda de Oz

Durante todo o processo de filmagens, Frank Morgan provou ser o integrante do elenco mais versátil do set, atuando como o "homem atrás da cortina", o taxista que conduzia o cavalo-de-uma-cor-diferente, um guarda no palácio do Mágico e o porteiro do palácio. Porém, sua grande participação foi como o professor Marvel, um vigarista itinerante e decadente que oferece serviços com a mensagem "leio seu passado, presente e futuro em uma bola de cristal" e cuja carruagem cafona o anuncia como "Aclamado pelos Chefes da Coroa da Europa".

Para recriar o personagem, o estúdio enviou seus figurinistas até uma loja de artigos usados em Hollywood e os incumbiu de encontrar o casaco ideal que seria utilizado pelo icônico cigano. “Para o casaco do professor Marvel, eles queriam que a grandeza fosse evidenciada. Um casaco bonito, mas muito esfarrapado”, explicou a crítica de cinema, Mary Mayer. “Então, o departamento de guarda-roupa foi até uma velha loja de segunda mão na Main Street e comprou uma arara inteira de casacos. Frank Morgan, o figurinista e Victor Fleming se juntaram e escolheram um. Era uma espécie de casaco Prince Albert. Era de tecido preto e tinha uma gola de veludo, mas o veludo estava todo gasto."

(Fonte: MGM / Reprodução)(Fonte: MGM / Reprodução)

Após experimentar a roupa no set, Morgan sem querer deu uma revirada nos bolsos da capa e acabou encontrando um bilhete confirmando o antigo proprietário da peça. E para a surpresa de todos, o casaco havia sido encomendado há muitos anos por ninguém mais, ninguém menos, que o autor da história original, L. Frank Baum, em uma reviravolta chocante que foi posteriormente confirmada pelo alfaiate da família e pela viúva Baum.

Até hoje, a coincidência segue como uma das maiores lendas de Hollywood e prova que a magia de Oz alcançava algo muito além das telonas e de seu tempo.

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