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O segredo por trás das 6 maiores ilusões de Harry Houdini

É bem provável que você já tenha escutado a frase "um bom mágico nunca revela seus truques", mas isso não nos impede de tentar decifrá-los. E foi exatamente isso que aconteceu em 2004, quando uma exposição desvendou vários dos maiores truques de Harry Houdini, um dos maiores ilusionistas da história.

Então, se você é um dos curiosos que querem conhecer os segredos de Houdini, nós separamos uma lista com a explicação para suas seis maiores ilusões. Veja só!

1. O rádio de 1950

(Fonte: Mark Willoughby)(Fonte: Mark Willoughby)

Em 1925, Houdini apresentou para seus fãs o que chamava de "rádio de 1950". No início do truque, o mágico exibia para a plateia uma mesa coberta até o chão por um pano, levantando-o para mostrar que não havia nada escondido por baixo.

Então, sua assistente posicionava um rádio gigante de 2 metros em cima da mesa, o qual Houdini também abria para provar que não havia nada. Após sintonizá-lo a uma estação, o locutor da rádio então dizia "E agora, Dorothy Young, fazendo o Charleston (passe de dança)". Quando ninguém esperava, Dorothy aparecia em cima da mesa dançando para todos.

O segredo para o truque estava tanto na mesa quanto no rádio. Ambos os objetos possuíam uma passagem para que Young pudesse se locomover. Ela chegava primeiro no palco dentro do rádio e se arrastava para dentro da mesa quando "ordenada", fazendo o processo reverso ao fim do truque.

2. Metamorfose

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Apesar de não ser o inventor do truque, Harry Houdini adotou a "Metamorfose" como uma de suas primeiras ilusões na carreira, realizando-a em parceria com sua esposa, Bessie. Dentro de um saco e com as mãos atadas, o mágico era colocado em uma caixa trancada, que posteriormente era coberta por uma cortina.

Bessie era a responsável por entrar na cabine e fechar as cortinas para o público. Então, ela batia palmas três vezes consecutivas. Na terceira, a cortina era aberta, revelando Houdini de pé diante de todos, enquanto a esposa estava presa dentro da caixa.

O segredo para tudo isso era bastante simples: prática. Houdini havia treinado arduamente para se livrar dos nós, que estavam relativamente frouxos. Depois, ele ajudava Bessie a entrar na caixa por um compartimento escondido, de modo que o público não ouvisse o som dos cadeados. Então, ele batia palmas para dar indícios de que o truque havia chegado ao fim.

3. Fuga da camisa de força

(Fonte: History Channel/Reprodução)(Fonte: History Channel/Reprodução)

Nesse truque, Houdini era amarrado a uma camisa de força diante da plateia, com seus tornozelos também presos. Então, o mago era erguido por um guindaste, dando a impressão de que não haveria forma de escapar das amarras. Porém, o resultado era sempre vitorioso.

Para realizar tal feito, o ilusionista forçava um espaço com os braços enquanto estava sendo amarrado, conseguindo maior área para se movimentar, mesmo sem saída. Depois de já estar no ar, o mágico se mexia violentamente para tentar se livrar, até de fato conseguir colocar um dos braços sobre a cabeça.

Estar pendurado servia como facilitador nessa situação, uma vez que a força da gravidade ajudava no movimento. Depois de o primeiro braço estar livre, era só soltar os demais laços e o show estaria concluído.

4. Agulha indiana oriental

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Houdini fazia um espectador analisar de 50 a 100 agulhas e 18 metros de linha. Esse mesmo espectador também era responsável por examinar a boca do mágico, por onde ele engolia todos os objetos citados junto de um único gole de água. Momentos depois, o ilusionista regurgitava os itens em uma peça conjunta, com as agulhas penduradas no fio.

Para isso, Houdini tinha que colocar previamente um conjunto de peças similares amarradas entre suas bochechas e seus dentes. Na hora de mostrar a boca para o convidado, o mágico escondia o item com os dedos, usados para abrir mais a cavidade.

Houdini então fingia engolir as agulhas soltas com a água, cuspindo-as ao final do truque sem que ninguém percebesse. Caso o espectador se mantivesse por perto, ele as escondia debaixo da língua até achar uma brecha. Por fim, finalmente abria o pacote com as agulhas penduradas que estavam alocadas em sua bochecha.

5. Escapando do barril de leite

(Fonte: Internet/Reprodução)

Em 1901, Houdini passou a apresentar o que ele chamava de "a maior fuga que já havia inventado", que consistia em permanecer mais de 2 minutos dentro de um tonel de leite submerso sem conseguir respirar. O ilusionista inclusive pedia para os espectadores chutarem o barril para verificar sua firmeza e realizarem um teste de respiração — no qual poucos ultrapassavam a marca de 1 minuto.

O mágico, então, era trancafiado e lutava para não morrer afogado. Enquanto suas assistentes passavam a chave nos cadeados que seguravam a estrutura, Houdini já havia permanecido mais de 60 segundos submerso. Então, uma tenda era erguida para que o ilusionista realizasse o truque.

O que as pessoas não notavam é que a coleira que prendia a tampa aos cadeados, na verdade, era falsa e poderia facilmente ser removida sem alterar a estrutura do tonel por quem estava na parte de dentro. Dessa forma, apenas o ilusionista teria um acesso direto para se soltar.

6. Desaparecimento de um elefante

(Fonte: Internet/Reprodução)

Em 7 de janeiro de 1918, Harry Houdini fez um enorme elefante desaparecer em frente à plateia do Hipódromo de Nova York. Durante anos, o segredo para esse truque permaneceu intacto e demorou muito tempo até que ele fosse feito outra vez. Mesmo assim, atualmente nós temos uma ideia de como tudo aconteceu.

Ao analisar a estrutura do hipódromo, foi possível constatar que o elefante provavelmente estava escondido atrás de uma pintura bastante similar às cortinas do teatro. Isso fazia com que a audiência não conseguisse notar a ilusão devido à falta de iluminação.

Quando as cortinas eram levantadas, a pintura era removida, dando espaço para que o animal aparecesse para todos. Então, o processo reverso era feito para demonstrar seu desaparecimento. No fim das contas, o elefante nunca havia saído do mesmo lugar.

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