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Tanques de guerra voadores: a ambição dos soviéticos durante a guerra

O período da Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, foi marcado pelos primeiros avanços da tecnologia que culminaram na produção em massa de todos os tipos de artilharia, de básica a invenções ambiciosas, para serem usadas durante a batalha. A época também proporcionou inovações que acabaram com insalubridades sociais, como a vacina contra gripe, o uso da penicilina, os motores a jato e radares.

Em meio a bombas atômicas, superarmas, canhões de mais de 100 metros de comprimento e obuseiros, a União Soviética, sentindo-se ameaçada pelo poder inventivo da Alemanha nazista e dos Estados Unidos, decidiu colocar asas em tanques de guerra.

O grande fracasso

(Fonte: Reddit/Reprodução)(Fonte: Reddit/Reprodução)

Os engenheiros militares passaram anos buscando maneiras de oferecer às tropas aerotransportadas equipamento de apoio para combate na forma de veículos blindados leves ou artilharias que pudessem ser lançadas de paraquedas ou de algum planador militar.

No entanto, eles sempre esbarram no fato de que as tripulações desciam separadamente e podiam ser atrasadas ou impedidas de colocá-las em ação. Eles chegaram à conclusão de que precisavam um tanque que pudesse deslizar pelo campo de batalha e estar pronto para a guerra em alguns minutos.

Inspirada pelos testes do engenheiro americano J. Walter Christie, que havia colocado asas em um tanque de guerra no início dos anos 1930, a Força Aérea Soviética ordenou que Oleg Antonov projetasse um planador para tanques de pouso em 1942.

(Fonte: Amusing Planet/Reprodução)(Fonte: Amusing Planet/Reprodução)

Ambicioso demais, Antonov adicionou grandes asas de biplano de tecido e madeira, bem como uma cauda dupla no tanque modelo T-60. Ele chamou sua criação de Antonov A-40, também conhecida como "tanque alado", que tinha a pretensão de ser a promessa da guerra com uma grande vantagem sobre seus inimigos.

Contudo, o erro do projeto, desde o começo, quando Christie ainda trabalhava em suas ideias, era de que o tanque precisava ser içado do solo por uma aeronave, e não havia nenhuma tão potente assim na época. Os soviéticos tentaram de tudo, inclusive retirar armas, munições, combustíveis e até os faróis da máquina, mas nada foi o suficiente.

No final das contas, eles perceberam que um tanque esvaziado daquele jeito não teria nenhuma utilidade ao planar sobre um campo de batalha sem poder atacar seu alvo. Apenas um voo teste foi realizado, mas logo os militares viram que aquilo não seria o suficiente e abandonaram a ideia.

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