'Confessor de caixão': a profissão que expõe verdades nos velórios

O velório não é um dos eventos mais agradáveis que existem — a não ser que o defunto tenha deixado muitos inimigos no plano terrestre. Contudo, o australiano Bill Edgar teve uma ideia para tornar qualquer funeral inesquecível: confessar os segredos do falecido. 

Em entrevista à BBC, o ex-detetive particular disse que teve essa ideia enquanto trabalhava para uma pessoa com uma doença terminal. Os dois conversavam muito sobre a morte e as consequências dela. Foi quando o cliente de Bill disse que queria fazer algo diferente para o seu velório. Então, Bill conta que sugeriu a ele que escrevesse uma carta para ser lida nesse dia, na presença de todos os seus amigos e familiares.

O preço do serviço

Engana-se quem pensa que esse serviço é barato. Bill cobra cerca de US$ 7 mil para dizer às pessoas aquilo que o falecido não teve coragem de falar, mas se o indivíduo não quiser desabafar, ele pode contratar um segundo serviço, igualmente útil, o apagamento de registros comprometedores.

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Suponhamos que o futuro fantasma tenha-se lembrado que não apagou o histórico do navegador depois de ter visitado sites adultos ou que ele tivesse objetos bem íntimos no seu apartamento, enfim, algo que, por algum motivo, virasse motivo de constrangimento. Nesse caso, Bill entra em ação, limpando todos os vestígios e garantindo a boa reputação do morto.

O ponto alto do velório

Está errado quem pensa que Bill espera um momento certo para ler os desabafos do morto. Como ele não é um convidado do evento, ele simplesmente interrompe o velório e começa a falar. Segundo ele, as pessoas não costumam interrompê-lo, já que se trata da última vontade do falecido e, cá entre nós, a plateia deve ficar bem curiosa.

À BBC, ele contou que já teve que dizer ao melhor amigo do finado que o morto sabia que ele dava em cima da mulher dele enquanto ainda estava no hospital. Nesse dia, o “amigo” teria saído constrangido pelos fundos da capela.

Os arrependimentos mais comuns na hora da morte

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Se você não tem um segredo para contar no dia do seu velório, ainda vale a pena refletir sobre esse momento: muitas pessoas só se dão conta de seus erros quando já estão no leito de morte.

A enfermeira australiana Bronnie Ware trabalhava com pacientes paliativos. Ela ouvia deles suas mais profundas reflexões e foi quando decidiu publicar seus lamentos em um blog. O resultado dessa iniciativa virou notícia mundial.

O principal arrependimento dos pacientes de Bronnie era não ter aproveitado a vida como queriam, mas como os outros esperavam que o fizessem. Na sequência, vem o arrependimento de ter trabalhado muito — muito comum entre homens, segundo ela. Em terceiro lugar, está o arrependimento por não ter falado sobre os próprios sentimentos. O quarto arrependimento mais comum entre os doentes terminais foi não ter mantido contato com os amigos.

Por fim, temos o arrependimento por não ter-se permitido ser feliz. Segundo ela, muitos pacientes percebem que, em algumas situações, a felicidade é uma questão de escolha.

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