Como surgiu o Mapa do Mundo?

Se você já frequentou alguma aula de Geografia na sua vida ou simplesmente pesquisou na internet, provavelmente já deve ter se deparado com o famoso Mapa do Mundo — ou simplesmente mapa-múndi. Essa é a melhor forma que temos atualmente para identificar e localizar os países existentes na Terra, assim como suas fronteiras e limites territoriais. 

Mas como surgiu o primeiro exemplar desse tipo de mapa e quem foi o responsável por sua confecção? Pensando nisso, nós vamos nos aprofundar nesse assunto e procurar conhecer mais sobre a história da maneira como vemos o planeta atualmente.

O primeiro mapa-múndi

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

A primeira vez que um Mapa do Mundo foi criado para retratar o planeta como conhecemos hoje aconteceu em 1507, 15 anos após a chegada dos europeus ao continente americano. O mapa foi feito pelas mãos do cartógrafo alemão Martin Waldseemüller (1470-1520) e dividia a Terra entre Ocidente e Oriente.

Waldseemüller também foi a primeira pessoa a oficialmente utilizar o termo “América” para designar o “Novo Mundo”. Como inspiração para o seu trabalho, o cartógrafo se baseou nos desenhos feitos por Ptolomeu, cientista conhecido como “pai da cartografia” ao redor do mundo.

Essa versão do mapa-múndi, que ficou conhecida como Cosmografia Universal, foi reproduzida mil vezes. Dessas cópias, somente uma delas sobreviveu até agora e está guardada na Biblioteca do Congresso norte-americano, em Washington. Essa edição só foi encontrada em 2012 e estava esquecida em uma caixa desde a Segunda Guerra Mundial.

Expansão do Mapa do Mundo

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

A obra de Waldseemüller pode ter sido a primeira mais detalhada a demonstrar os diferentes continentes do mundo, mas não necessariamente foi o primeiro mapa feito nesse segmento. No passado, outros povos também tentaram registrar suas próprias concepções territoriais do planeta.

Porém, foi somente na Idade Moderna, durante a expansão mercantilista, que novos elementos foram sendo incorporados ao mapa. Dessa forma, detalhes inéditos e informações mais detalhadas foram sendo incluídas aos poucos nos mapas-múndi. Os portugueses, por exemplo, foram responsáveis por adicionar rotas marítimas, direção de ventos, estimativas de tempo e distâncias entre portos, elaborando a cartografia mais avançada da Europa no século XIV.

Depois disso, quem passou a dominar a cartografia mundial foram os holandeses. No século XVI, Gerard Mercator estabeleceu um novo modelo de projeção baseado nas distâncias náuticas com desenhos que representavam rios e montanhas. A partir desse período, a Holanda passou a liderar a distribuição de mapas pelos próximos 100 anos.

Cartografia moderna

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Foi somente no século XVII que os cartógrafos passaram a aplicar novas teorias do universo físico para determinar com precisão as dimensões da Terra. A invenção de instrumentos como o relógio de pêndulo e o telescópio tiveram grande influência na confecção de novos mapas-múndi.

Além disso, ferramentas mais teóricas, como tabelas de logaritmos, o cálculo diferencial e integral, e a Lei da Gravidade, permitiu aos cientistas fazer observações mais precisas. No século XVIII, os avanços nos campos da matemática e da astronomia associados a Isaac Newton permitiram aperfeiçoar o método de determinar a longitude dentro de um grau. 

Por conta disso, foi possível aumentar a precisão do esboço geral dos continentes e as suas posições precisas no mapa. Antes, era comum que os mapas fossem confeccionados com modelos distorcidos, que favoreciam o eurocentrismo. Por fim, a rivalidade mercantil, principalmente anglo-francesa, criou uma necessidade por mapas de maior confiabilidade.

Atualmente, com o advento do GPS, computadores mais potentes e outras tecnologias de localização, foi possível realizar o mapeamento de distâncias diretamente no terreno — inclusive com mapas sendo feitos em tempo real. E para deixar tudo mais impressionante, câmeras de satélite de alta resolução localizadas em altitudes de várias centenas de quilômetros podem gravar detalhes sobre a superfície da Terra. 

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