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Qual é o legado da arquitetura grega para o mundo moderno?

Quanto o assunto é arte e arquitetura, a Grécia Antiga surge como uma enorme referência para todos os cantos do mundo. Com seus monumentos característicos e estilos de construção únicos, a arquitetura grega acabou inspirando inúmeros estilos que conhecemos atualmente.

Por exemplo, as colunas e os frontões — conjuntos arquitetônicos em forma de triângulo — são exemplos que vieram da arquitetura grega e sobrevivem até hoje. Esse é um estilo que aparece principalmente em edifícios públicos contemporâneos, como prédios de parlamentos, museus e até mesmo alguns monumentos.

As três ordens arquitetônicas gregas

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

A arquitetura da Grécia Antiga foi a primeira a introduzir um conjunto padronizado de regras arquitetônicas que influenciaram a arquitetura romana e, como resultado, até atualmente. No início do que chamamos de período clássico da Arquitetura, os gregos desenvolveram três ordens arquitetônicas distintas: dórica, jônica e coríntia.

Cada uma delas apresentava um estilo de construção diferente e poderia ser reconhecida por suas particularidades. Entenda isso a seguir.

Ordem dórica

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

A ordem dórica da arquitetura grega nasceu por volta do século VII a.C., o que faz a maioria dos pesquisadores acreditar que é a ordem mais antiga do segmento, como também a mais simplista e abundante. Ao contrário do que acontecia nas ordens jônica e coríntia, por exemplo, as colunas da dórica eram mais lisas, arredondadas e planas.

Também era comum que as colunas fossem posicionadas mais próximo uma das outras e sem o uso de bases, tendo uma curva côncava esculpida nos eixos. O exemplo mais icônico de uma coluna dórica pode ser visto na construção do Partenon, construído no século V a.C. para homenagear a deusa grega Atenas.

Ordem jônica

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Por sua vez, a ordem jônica teve origem em Jônia, uma região costeira que agora é território da Turquia, e é caracterizada principalmente pelos ornamentos em formato de pergaminho que aparecem nos capitéis — parte superior de uma coluna —, assim como os apoios na base que não aparecem nas colunas dóricas.

Essa ordem surgiu no meio do século VI a.C. As colunas jônicas abriram caminho para a Grécia continental no século seguinte, com muitos dos marcos do país construídos nesse estilo. Alguns exemplos clássicos são o Templo de Artemis em Éfeso e o Heraion de Samos, construído para honrar a deusa Hera. 

Ordem coríntia

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Diferente das duas ordens anteriores, a ordem coríntia não tem sua origem na arquitetura de madeira, tendo crescido diretamente da jônica em meados do século V a.C. Com o nome inspirado na cidade grega de Corinto, essa ordem pode ser distinguida por seus capitéis mais ornamentados e esculpidos com folhas de acanto estilizadas.

Era comum que construções dessa ordem tivessem o friso — barra intermediária esculpida em uma parede — decorado com figuras em alto-relevo. Também chamado de Olimpo, o Templo de Zeus Olímpico é o maior exemplo da arquitetura coríntia conhecido pelo ser humano.

Importância da arquitetura para a Grécia Antiga

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Mais do que apenas uma forma de construir edificações e monumentos, o estilo grego de se fazer arquitetura serve como um meio de expressão artística e também revela a forma como os povos antigos encontravam para adorar as figuras do politeísmo, ou seja, misturava arquitetura, arte e religião tudo em um único elemento.

Inclusive, chega a ser irônico como a maneira que a arquitetura dos edifícios religiosos gregos, a qual servia uma religião basicamente morta em tempos modernos, foi utilizada como inspiração para a construção de tantos monumentos contemporâneos. Sendo assim, pode-se dizer que esse é um dos maiores legados da Grécia Antiga além do sistema político, da filosofia e do acervo artístico.

Influência da arquitetura grega na modernidade

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Pode-se notar que, mesmo no século XXI, diversos arquitetos continuam projetando edifícios inspirados na arquitetura grega. Nesse ponto, as arquiteturas grega e romana tiveram forte influência nos períodos da neoclássica, renascentista georgiana, federal e belas-artes. 

Exemplos de estruturas que carregam o DNA da arquitetura grega espalhados pelo mundo não faltam. Basta analisarmos o centro de quase todas as grandes cidades dos Estados Unidos ou várias das maiores cidades europeias. Por meio de uma simples análise, poderíamos facilmente identificar alguns monumentos com particularidades das três ordens gregas. Exemplos disso são:

  • Memorial Lincoln (Washington D.C., EUA);
  • Museu do Prado (Madrid, Espanha);
  • Downing College da Universidade de Cambridge (Cambrige, Inglaterra);
  • Bolsa de Valores de Oslo (Oslo, Noruega).

Essa é apenas uma pequena amostra sobre como a criação grega foi bem difundida. No Brasil, o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) também é uma amostra do estilo de arquitetura criado na Grécia Antiga que veio parar na América do Sul, sobretudo em edifícios que querem retratar poder ou conhecimento.

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