5 momentos em que política e esportes se misturaram

Você pode até acreditar no papo de que esportes e política não se misturam de jeito nenhum, mas se pararmos para analisar o passado da humanidade podemos notar que exemplos disso simplesmente não faltam. No fim das contas, o que vemos nas quadras e nos campos é um reflexo da nossa sociedade e, como é de se esperar, a política está sempre presente.

Por isso, nós listamos cinco momentos históricos em que a política também "entrou em campo" e demonstrou ter forte influência no mundo esportivo. Veja só!

1. Djokovic e a vacina

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Recentemente, o atual número 1 do tênis mundial, Novak Djokovic, entrou em uma polêmica após recusar se vacinar contra a covid-19 — o que lhe impediria de participar de algumas competições. O tenista deveria competir no Aberto da Austrália em 2022, mas teve sua entrada no país oceânico barrada pelas autoridades por não apresentar o passaporte vacinal.

Em declaração oficial, o presidente sérvio, Aleksandar Vunic, acusou as autoridades australianas de estarem maltratando o melhor tenista da atualidade e ainda alegou existir uma "perseguição política" sobre o caso. Que "torta de climão", hein?

2. Jesse Owens vs. Adolf Hitler

(Fonte: Internet/Reprodução)(Fonte: Internet/Reprodução)

Manifestações políticas são proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) durante a execução dos Jogos Olímpicos, mas isso não quer dizer que a política nunca tenha participado da competição.

Em 1936, Adolf Hitler pretendia usar os Jogos de Berlim como propaganda para o Partido Nazista, mas foi desafiado por um atleta afro-americano. Na época, o velocista Jesse Owens conquistou 4 medalhas de ouro no atletismo, incluindo os 100 metros raso. Na cerimônia de entrega das medalhas, ele se recusou a olhar para a tribuna onde o Führer deveria estar posicionado. Entretanto, o ditador nazista já havia se retirado do local.

3. Colin Kaepernick e a liberdade americana

(Fonte: Michael Zagaris/San Francisco 49ers)(Fonte: Michael Zagaris/San Francisco 49ers)

Em 2016, os Estados Unidos viviam um momento conturbado devido aos recentes casos de violência policial contra negros divulgados pela imprensa. Como forma de ser ouvido, o atleta da NFL — maior liga de futebol americano — Colin Kaepernick iniciou uma onda de protestos ao se ajoelhar durante a execução do hino nacional.

Entretanto, o ato não pegou nada bem entre os norte-americanos mais conservadores. Em 2018, o então presidente, Donald Trump, chegou a dizer que a "mensagem era terrível e não deveria ter sido passada". Colin acabou afastado dos gramados por despertar muita "atenção negativa" para as equipes, porém terminou se tornando um dos maiores ativistas a respeito de igualdade racial no mundo todo. 

4. Democracia Corinthiana

(Fonte: Democracia Em Preto e Branco/Reprodução)(Fonte: Democracia Em Preto e Branco/Reprodução)

Impulsionados pelo desejo de possuir mais poder em decisões importantes, como contratações, idas à concentração, premiações etc., os jogadores do Corinthians acabaram fundando a Democracia Corinthiana em 1981. Na época, o Brasil ainda vivia sob a Ditadura Militar, e a equipe paulista estava em uma grande fase dentro de campo.

O movimento ideológico era encabeçado por atletas como Sócrates, Walter Casagrande e Wladimir, e logo foi tomando maiores proporções. Em questão de instantes, o time do Corinthians se tornou um símbolo da luta em favor da democracia no país e clamava pelas "Diretas Já". 

5. Jogos Olímpicos de 1968

(Fonte: Internet/Reprodução)(Fonte: Internet/Reprodução)

Com sede no México, os Jogos Olímpicos de 1968 aconteceram durante um momento de grande caos político mundial. Nos Estados Unidos, o líder do movimento pelos direitos civis dos negros, Martin Luther King, havia sido assassinado, então existia uma grande tensão racial no país.

Por isso, a dobradinha dos velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos nos 200 metros raso se tornou algo tão simbólico. Durante a execução do hino dos Estados Unidos, na cerimônia de entrega de medalhas, os 2 atletas levantaram os braços para o ar com os punhos cerrados. Esse gesto era um símbolo do movimento Panteras Negras, um dos grupos mais radicais pelos direitos civis para os negros no país. Como qualquer manifestação política é proibida pelo COI, ambos acabaram expulsos do evento. 

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