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Ditadura Militar no Brasil: 6 mentiras contadas sobre o regime

Em 1º de abril de 1964, um golpe de estado derrubou o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura militar no Brasil. O regime autoritário durou mais de 2 décadas e foi marcado pela repressão e censura.

Com tantas denúncias "debaixo do pano", o governo conseguiu conquistar uma imagem positiva diante do povo. Saiba agora seis mentiras contadas sobre essa época.  

1. Não havia corrupção

Fonte: Arquivo Nacional/ReproduçãoFonte: Arquivo Nacional/Reprodução

O combate à corrupção era uma das principais bandeiras dos militares, mas não foi bem isso que aconteceu. Atualmente, documentos comprovam que o governo da época mantinha relações com contrabando, negociavam nomeações com acordos milionários, recebiam propinas de empreiteiras e mais.

A diferença é que a condição autoritária da época impedia investigações e denúncias em jornais. Para se ter uma ideia, as contas públicas não eram sequer analisadas. 

2. A tortura foi excesso de poucos

Fonte: Evandro Teixeira/Agencia JB/DedocFonte: Evandro Teixeira/Agencia JB/Dedoc

Há anos que os historiadores refutam a ideia de que apenas os militares “linha dura” praticavam tortura. De acordo com um documento secreto de 1974, liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, os presidentes sabiam da prática e muitas vezes tomavam para si a responsabilidade da execução.

Após a instauração do AI-5, em 1968, a tortura se tornou algo sistemático dentro do Exército, chegando a contar com um médico para avaliar a resistência dos presos à violência. 

3. As cidades não sofriam com a violência

Fonte: Arquivo Nacional/ReproduçãoFonte: Arquivo Nacional/Reprodução

A verdade é que, durante o regime militar, houve um aumento da violência nas cidades, em especial nos centros urbanos. Em São Paulo, por exemplo, foram registrados 10,4 mortos por 100 mil habitantes, número que é considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

4. A ditadura salvou o Brasil do comunismo

Fonte: Domicio Pinheiro/Estadão ConteúdoFonte: Domicio Pinheiro/Estadão Conteúdo

O presidente João Goulart defendia uma série de reformas estruturais no país, as chamadas Reformas de Base. Como Jango era mais ligado às questões trabalhistas e de justiça social, alas conservadoras da elite e das Forças Armadas enxergavam as suas medidas como comunistas

5. A ditadura foi boa para a economia

Fonte: Arquivo Nacional/ReproduçãoFonte: Arquivo Nacional/Reprodução

O famoso “milagre econômico brasileiro”, quando o Brasil cresceu acima de 10% ao ano, só acentuou a desigualdade social. Quem era rico, ficou ainda mais rico e quem era pobre, ficou ainda mais pobre. 

Além disso, o período ficou conhecido por aumentar a dívida externa do país. Em 1984, o Brasil devia a governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% do seu Produto Interno Bruto (PIB)

6. A saúde era de qualidade

Fonte: Arquivo Nacional/ReproduçãoFonte: Arquivo Nacional/Reprodução

Saúde não era considerada um direito social na época. Não existia o Sistema Único de Saúde (SUS) nem os planos particulares. Durante o regime, só tinha acesso à assistência médica aqueles com carteira assinada e quem não fazia parte do grupo, era tratado como indigente.

O SUS, que hoje atende 80% da população brasileira, só foi criado em 1988, 3 anos após o fim da ditadura militar.

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