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O famoso cavalo de Troia realmente existiu?

Certamente você está familiarizado com a lendária e notória história do cavalo de Troia. Em meados de 1250 a.C., Ulisses teria mandado construir um cavalo de madeira oco para que se escondesse com vários soldados para conseguir penetrar as muralhas da cidade de Troia após os gregos fingirem que desistiram da guerra em 9 anos de conflito.

A história foi descrita nos poemas épicos A Ilíada e A Odisseia, de Homero, autor imortalizado na dramaturgia clássica tamanha foi a épica construção e seu propósito engenhoso.

Mas será que o cavalo grego realmente existiu?

A verdade por trás da história

(Fonte: The New Yorker/Reprodução)(Fonte: The New Yorker/Reprodução)

Entre os historiadores, é praticamente unânime que o cavalo de Troia não passe de um mito. Entre toda a ficção descrita nos poemas, em que todos os personagens principais eram fictícios (Helena, Aquiles, Heitor, Ulisses, Agamenon etc.), ou pelo menos muito embelezados, é muito provável que o cavalo de Troia seja uma alegoria para como os gregos realmente atravessaram as paredes.

Alguns historiadores acreditam que a metáfora do cavalo pode ter surgido de uma máquina de cerco, e que os gregos derrubaram as paredes da cidade à moda antiga, visto que era muito comum naquela época usar esse tipo de dispositivo e atribuir nomes de animais a eles. Além disso, muitas máquinas eram envoltas em pele molhada de cavalo para evitar que fossem incendiadas, como deixou claro em 2014 o Dr. Armand D’Angour, da Universidade de Oxford.

Ainda que o cavalo possa não ter sido real, é praticamente comprovado que Troia existiu, muito embora sua guerra de 10 anos e o cerco sanguinário que pode ter causado a morte de 95 mil pessoas, não.

Identificado pela primeira vez como Troia na década de 1870, pelo arqueólogo alemão Heinrich Schlienmann, o sítio arqueológico de Hisarlik fica no topo de um grande monte a oeste da Turquia e contém os restos de pelo menos 10 cidades.

(Fonte: ThoughtCo./Reprodução)(Fonte: ThoughtCo./Reprodução)

Outro arqueólogo alemão, Manfred Korfmann, na década de 1990, apontou que Troia foi construída, destruída e reconstruída por várias vezes, deixando ainda mais claro como era uma grande fortaleza.

Em agosto de 2021, arqueólogos turcos encontraram dezenas de pedaços de madeira datados de milhares de anos nas colinas de Hisarlik, se convencendo que teriam encontrado os restos do próprio cavalo de Troia.

Contudo, isso não foi suficiente para mudar a percepção da maioria dos historiadores: o cavalo de Troia continua sendo uma metáfora histórica, mas seu caráter segue tão convicto popularmente quanto a existência de uma Rose Dewitt Bukater e um Jack Dawson a bordo do RMS Titanic.

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