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6 fatos surpreendentes sobre Joana d'Arc

Poucos personagens são tão emblemáticos na história como Joana d'Arc. Queimada viva em uma fogueira, foi beatificada e canonizada cinco séculos depois pelo Vaticano, depois de ser usada como símbolo pelos católicos contra os protestantes.

Declarada símbolo nacional da França pelo imperador Napoleão Bonaparte, é uma figura popular sobre a qual muitos fatos ainda são desconhecidos. Te contamos alguns deles neste artigo. Confira.

1. Usava roupas masculinas como mecanismo de defesa

(Fonte: Jules Eugène Lenepveu/Wikimedia Commons)(Fonte: Jules Eugène Lenepveu/Wikimedia Commons)

Quando foi julgada e condenada à morte, uma das alegações contrárias a seu respeito era o fato de utilizar roupas masculinas. Historiadores defendem a tese que Joana tomou tal decisão para impedir, ou desencorajar, que fosse estuprada nos acampamentos.

O pesquisador medieval Adrien Harmand afirma, em Jeanne d'Arc, son costume, son armure : essai de reconstitution (Joana d'Arc, seu traje, sua armadura: reconstrução experimental, em tradução livre) que a escolha teria ligação com seu desejo de castidade.

Outro elemento trazido por estudiosos, é que, durante sua prisão, usar roupas masculinas teria surtido efeito em torná-la indesejável aos guardas, protegendo-a de ser violentada sexualmente.

2. Joana d'Arc foi precursora do corte de cabelo "Bob"

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Antes de entrar para a história da moda como um corte de cabelo associado às francesas do século XX, o "Bob", corte que deixa o cabelo próximo à altura da mandíbula, geralmente com franja, foi usado pela guerreira.

Um tanto ao acaso, Joana d'Arc cortou seu cabelo desta maneira, e foi inspiração para Monsieur Antoine, cabeleireiro mais famoso da Paris do início do século XX. A Primeira Guerra Mundial ajudou a popularizar o corte, usado em busca de melhor higiene.

3. Foi queimada em duas etapas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Queimar um corpo toma tempo, mas Joana não era uma pessoa qualquer. Tendo sido capaz de motivar um exército e uma nação a não desistir do combate, sua figura gerava admiração em parcelas da população.

De forma a não deixar suspeitas sobre seu fim, seu corpo foi retirado da fogueira e exposto em praça pública por um período. O objetivo é que ninguém duvidasse de que seu fim havia chegado. Posteriormente, seu corpo carbonizado voltou às chamas, até que se desintegrasse por inteiro.

4. Crime que levou à sua morte não foi bruxaria

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Entre os crimes de que foi acusada, bruxaria constava na lista. Contudo, não foi essa a razão efetiva para ser condenada à morte e queimada viva. Das 70 acusações iniciais, seus supostos crimes reduziram para 12 em alguns meses após sua captura pelos ingleses. 

Historiadores afirmam que as acusações seriam retiradas ou reduzidas, de forma que cumprisse uma pena mais simples. Porém, ao ser visitada por juízes, havia retomado o uso de roupas masculinas e alegava estar ouvindo vozes. Foi condenada à fogueira como uma "herege reincidente".

5. Nunca esteve em campo de batalha

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Apesar das histórias perpetuadas pela literatura e cinema, Joana nunca chegou a pegar em armas e combater inimigos durante a Guerra dos Cem Anos. Seu papel foi muito maior em elevar o moral das tropas francesas.

Ainda que tenha acompanhado tropas e criado estratégias, sua função no campo de batalha costumava se resumir a segurar bandeira. Apesar de não guerrear, foi ferida em duas situações, com uma flecha no ombro e uma besta na perna.

6. Foi conhecida por diferentes nomes

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Ela entrou para a história e foi santificada com o nome de Joana d'Arc, mas não foi a única maneira pela qual era conhecida. Em sua cidade natal, Domrémy, no nordeste francês, os cidadãos a conheciam pelo nome de Jehanette. 

Outras alcunhas encontradas em registros da época mostram o nome Jehanne acompanhado de diferentes sobrenomes: d'Arc, Tarc, Romée e Vouthon. Momentos antes de seu primeiro julgamento, assinou documentos como "Jehanne la Pucelle", ou "Joana, a empregada".

Historiadores acreditam que mesmo o d'Arc que conhecemos poderia não ser um sobrenome oficial, mas um palpite da jovem sobre a alcunha de seu pai.

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