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5 cineastas mulheres que moldaram a forma como se fazem filmes

A história da sétima arte está intimamente ligada à presença feminina no exercício dos mais diferentes papéis dentro da indústria do cinema, ainda que os espaços costumem ser restritos. Todavia, foi a partir da contribuição de mulheres pioneiras na direção cinematográfica que a maneira como os filmes são realizados foi moldada.

Com visões particulares e muito talento, diferentes realizadoras impulsionaram o desenvolvimento da arte e o ofício de registrar e contar histórias na tela, batalhando contra o machismo e o sexismo, desafiando as normas vigentes na sociedade.

E para impedir que esses nomes se percam com o tempo e sejam esquecidos, trouxemos uma seleção com algumas das mulheres que contribuíram para que o cinema fosse o que é hoje. Confira.

1. Frances Marion

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Quem é familiarizado com o cinema sabe que um filme exige roteiro, que vai guiar diretor e atores na realização da obra. Ainda durante o período do cinema mudo, a carreira de roteirista evoluiu, indo além da criação de cenários incríveis e narrações sofisticadas. Um dos principais nomes do setor, responsável por seu crescimento, foi de Frances Marion.

Ex-jornalista, entrou para a indústria do cinema pela mão de Lois Weber, de quem foi assistente. Marion construiu uma carreira com filmes de sucesso. Alguns dos primeiros filmes falados contaram com diálogos construídos por ela. Venceu dois Oscar: por O Presídio (1930) e O Campeão (1931).

2. Marion Fairfax

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Não foi um caso à parte, mas nem todos os dramaturgos que migraram do teatro para o cinema com o sucesso que Marion Fairfax atingiu. Sua chegada aos filmes ocorreu em 1915, com The Chorus Lady. Ao todo, foram quarenta nove roteiros, transitando entre a comédia e o drama.

Marion foi uma das roteiristas pioneiras na adaptação de obras literárias para o cinema. Ela roteirizou algumas das primeiras adaptações de obras de Sir Arthur Conan Doyle, como Sherlock Holmes (1922) e O Mundo Perdido (1925), este último um de seus derradeiros roteiros. Aposentou-se em 1926, mas deixou um legado imenso.

3. Dorothy Arzner

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Dorothy Azner teve uma brilhante trajetória na indústria cinematográfica. Inicialmente, ela apenas transcrevia roteiros, mas sua carreira estava prestes a decolar. Ela passou a montadora e, posteriormente, editora de filmes, onde imprimiu seu talento, sendo por décadas a única mulher a atuar em estúdios cinematográficos no setor.

Sua maneira de trabalhar foi fundamental na transição do cinema mudo para o falado, com muito destaque para o que fez em Garotas na Farra (1929). Na obra, ela usou o primeiro microfone boom, colocado acima da câmera, o que melhorou a qualidade do áudio e deu maior liberdade de movimento aos atores. Trabalhou em 21 filmes na carreira.

4. Mary Pickford

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Atriz, produtora e roteirista. A canadense Mary Pickford é um nome incontornável da história do cinema norte-americano, sendo considerada a primeira "namoradinha da América". Iniciou a longa carreira ainda na época dos filmes mudos, quando nem mesmo o nome dos atores era creditado.

Pouco antes da década de 1920, foi precursora entre as atrizes a estabelecer acordos vantajosos, recebendo mais de U$ 8 milhões (em valores corrigidos) para cada filme em que atuasse. Todavia, Pickford queria mais.

Em 1919, fundou um estúdio junto com o diretor DW Griffin e Charlie Chaplin, o United Artists, que só desapareceu em 2005, quando foi adquirido pela MGM. Venceu duas vezes o Oscar, uma como melhor atriz, por Coquete (1929), seu primeiro filme falado, e outro em 1976, em reconhecimento por sua importância para o cinema.

5. June Mathis

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Roteirista de grande importância na fase muda do cinema, June Mathis escreveu mais de 100 filmes. Na década de 1920, assumiu a chefia do departamento de cenários da MGM, tornando-se a única executiva mulher do estúdio.

Sob sua supervisão, levou o estúdio a uma posição de destaque, sendo preponderante na seleção de roteiros e decisões de montagem, posição muito similar a executada por produtores-executivos em tempos modernos.

Ela foi responsável por descobrir Buster Keaton e por permitir que atores como Rudolph Valentino e Ramon Novarro se tornassem grandes estrelas do início do século. Sua trajetória foi interrompida precocemente, falecendo aos 40 anos, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

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