Sua memória anda ruim? A culpa pode ser dos seus hábitos de sono, sabia?
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Sua memória anda ruim? A culpa pode ser dos seus hábitos de sono, sabia?

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Uma noite de sono ruim é o que basta para que você entenda que dormir bem é fundamental para a saúde e o bem-estar de uma maneira geral. Se pegarmos apenas a questão da memória para analisar, a verdade é que dormir pouco é ruim, mas dormir demais também não é bom.

De acordo com uma publicação da Universidade de Harvard, o tempo ideal de sono para que o cérebro trabalhe bem é de 7 horas por dia. Na vida adulta, é esse tempo que nos faz manter a memória trabalhando normalmente e nos ajuda a prevenir doenças mentais.

Essa conclusão faz parte de um estudo realizado com base na qualidade de sono de um grupo de mulheres, que preencheram relatórios sobre o tema entre os anos de 1986 e 2000. As participantes também responderam a algumas questões sobre memória, e o que se observou foi que as voluntárias que dormiam 5 horas ou menos por noite eram as que tinham piores desempenhos em relação às que dormiam entre 7 e 8 horas.

Tem que ver isso aí

Outra comparação feita pelos pesquisadores foi em relação à idade: as mulheres que dormiam pouco apresentavam uma idade cognitiva de 2 anos a mais do que as mulheres que dormiam por 7 ou 8 horas.

Tudo isso acontece porque, quando criamos uma rotina de poucas horas de sono, nossa pressão arterial fica mais alta, e nossos vasos sanguíneos se estreitam, diminuindo o fluxo de sangue no cérebro. O problema é que nossas células cerebrais precisam de muito oxigênio e de açúcar para trabalhar bem, e é por isso que a memória acaba sendo afetada.

A falta de sono também faz com que haja aumento de uma proteína chamada beta amiloide no cérebro, e isso está ligado tanto à perda de memória quanto à dificuldade de raciocinar de maneira lógica e ao risco de desenvolver demência.

Dormir em excesso, por outro lado, também não é uma boa ideia, até mesmo porque adultos que passam entre 9 e 10 horas dormindo geralmente não têm uma boa qualidade de sono. O que importa, então, é dormir bem entre 7 e 8 horas.

Além de comprometer o bom funcionamento da memória, dormir menos do que o necessário aumenta os riscos de desenvolver doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e depressão.

Como dormir bem?

Para melhorar sua qualidade de sono, é bacana criar uma rotina de horário de dormir e de acordar e, claro, se ater a ela. Sua cama também deve servir apenas para dormir – não vale de ficar deitado nela o dia inteiro assistindo filme, hein!

Se você não conseguir dormir dentro de 20 minutos, levante-se e vá para outro cômodo, com luz fraca, até que o sono venha. Nada de computador, celular ou televisão, pois a luz desses aparelhos só vai contribuir para que você fique ligadão.

É bacana também praticar pelo menos 45 minutos de atividades físicas todo dia, e à noite você pode tentar fazer atividades que exijam alongamento, para relaxar com mais facilidade.

Na hora de programar seu dia, deixe as tarefas mais estressantes e pesadas para a hora da manhã. É importante que você não durma sentindo fome, mas o ideal é que seu jantar seja leve e que você não consuma nada com cafeína nem ao final da tarde nem à noite. Para evitar ir ao banheiro durante a madrugada, consuma menos líquido à noite e também evite beber álcool, que, além de encher sua bexiga, piora a qualidade do sono.

Seu quarto precisa ser um ambiente escuro e confortável, então não deixe de cuidar dele com carinho nem de apostar em cortinas que bloqueiem a entrada de luz ou em máscaras para dormir e tampões de ouvido, se for necessário. Sonecas durante o dia não podem ser condenadas, e, se você tiver como dormir um pouquinho, o ideal é que esse soninho dure entre 20 e 30 minutos.

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