Nobel de Física vai para os caras que descobriram as Ondas Gravitacionais
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Nobel de Física vai para os caras que descobriram as Ondas Gravitacionais

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Mesmo que você não se interesse muito por física, você deve ter ouvido a respeito da descoberta das ondas gravitacionais, não é mesmo? Nós do Mega Curioso já falamos sobre elas por aqui em diversas ocasiões — como quando noticiamos a confirmação de sua existência, explicamos o que, exatamente, elas são, e compartilhamos algumas descobertas relacionadas com esses fenômenos.

Pois, se você duvidava da importância da descoberta das ondas gravitacionais, saiba que três caras ganharam o Prêmio Nobel de Física deste ano por seu trabalho no projeto que permitiu confirmar que essas ondulações no tecido do espaço-tempo realmente existem — afinal, as ondas gravitacionais já haviam sido previstas por Albert Einstein em sua Teoria da Relatividade Geral, mas elas só foram detectadas de verdade pela primeira vez no finalzinho de 2015.

Láureas

De acordo com o comitê responsável por conceder o prêmio, o trio formado pelos norte-americanos Kip S. Thorne e Barry C. Barish e pelo alemão Rainer Weiss, foi laureado com o Nobel de Física por sua decisiva contribuição para o detector LIGO — sigla de Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory ou Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser, em português — e observação das ondas gravitacionais.

Prêmio Nobel de FísicaWeiss, Barish e Thorne (The Free Press Journal)

Além da honra de fazer parte do seleto grupo de cientistas, escritores e personalidades que ganharam um Nobel, os cientistas vão receber da Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pela seleção e atribuição da distinção, um prêmio em dinheiro no valor de nove milhões de coroas suecas — pouco mais de R$ 3,4 milhões. Metade da soma será dividida entre Thorne e Barry, enquanto a outra metade ficará para Weiss.

Os laureados deste ano nas demais categorias ainda estão sendo anunciados pelo comitê do Prêmio Nobel, mas, conforme já noticiamos aqui no Mega, o de Medicina foi concedido aos cientistas norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young, por suas descobertas relacionadas com o ritmo circadiano, isto é, o “relógio biológico” humano.

Também foi anunciado quem foram os vencedores do Nobel de Química: Jacques Dubochet, da Universidade de Lausanne, na Suíça, Joachim Frank, da Universidade de Columbia, nos EUA, e Richard Henderson, do Laboratório de Biologia Molecular MRC, no Reino Unido, por suas contribuições na crio-microscopia eletrônica, uma técnica que permite obter imagens incrivelmente detalhadas e precisas de organismos vivos em escalas atômicas.

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