Você soube que uma imensa colônia de pinguins foi descoberta do espaço?
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Você soube que uma imensa colônia de pinguins foi descoberta do espaço?

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Vira e mexe a gente fica sabendo de populações desse ou daquele animal estão entrando em declínio e, infelizmente, parece que essas notícias estão se tornando cada vez mais frequentes. É por isso que o que vamos contar a seguir é tão legal! Isso porque, das muitas espécies nessa situação pelo mundo, os pinguins-de-adéliaPygoscelis adeliae — estavam entre elas.

Colônia de pinguins(Inverse)

No entanto, um time de cientistas descobriu que existe uma mega colônia dessas aves da qual ninguém tinha conhecimento vivendo e se proliferando tranquilamente em uma região relativamente isolada da Antártida. E a população é tão grande que chegou a ser avistada do espaço — por satélites — e a estimativa é que ela seja composta por mais de 1,5 milhão de indivíduos. Aliás, se esse número for confirmado, isso fará do grupo uma das maiores colônias de pinguins do mundo.

Descoberta

Esse monte de pinguins que ninguém sabia que existia foi descoberto em um arquipélago ao norte da Península Antártica conhecido como Ilhotas Perigo — um local notório por ser de difícil acesso. Portanto, ninguém se deparou com as aves durante uma expedição enviada até lá às cegas.

Colônia de pinguins(The Guardian/Thomas Sayre-McCord/WHOI/MIT)

Na verdade, os pesquisadores do time que descobriu os animais estavam tentando identificar lugares com possível atividade de pinguins e usaram um algoritmo para fazer buscas em imagens obtidas através de um satélite do programa Landsat. Foi então que os cientistas encontraram vestígios de que poderia haver uma colônia no arquipélago. Mas a saga não terminou por aí.

Como os registros capturados pelo Landsat não são os mais nítidos que existem, em 2015, os cientistas organizaram uma expedição ao perigoso arquipélago e usaram drones para clicar fotos em alta resolução. Com as imagens capturadas por esses equipamentos, os pesquisadores criaram mosaicos dos lugares usados pelos pinguins para criar seus ninhos e, a partir daí, os pesquisadores usaram um software para contar quantas aves havia nas ilhas.

Ajuda tecnológica

O levantamento apontou que o arquipélago serve de lar para nada menos que 751.527 pares de pinguins, isto é, mais de 1,5 milhão de indivíduos! E não foi só isso que os cientistas descobriram: comparando as imagens obtidas pelos drones com os registros históricos capturados via satélite, os pesquisadores concluíram que nos últimos 60 anos a colônia não só se manteve estável como mostrou sinais de ligeiro aumento.

Pinguim ao lado de drone(Inverse/Rachael Herman/Stony Brook University/Louisiana State University)

Isso é muito legal, pois, conforme mencionamos no início da matéria, estudos anteriores apontaram variações bruscas nas populações de pinguins-de-adélia. Mais especificamente, enquanto determinadas regiões da Península Antártica sofreram um aumento na quantidade de aves, outras registraram quedas dramáticas — e os cientistas não sabem exatamente o que pode estar por trás desses fenômenos.

Uma forte suspeita é que as variações sejam motivadas pelas mudanças na extensão e concentração de gelo, assim como mudanças na temperatura e nos padrões de precipitação — fatores que, por sua vez, afetam a disponibilidade de alimento para os pinguins. Pois os cientistas esperam que a identificação da colônia e a análise dos registros históricos da região os ajudem a entender qual papel as mudanças climáticas exercem na Península.

Pinguim-de-adélia(Inverse)

Além disso, outra boa notícia relacionada com a descoberta é que existem planos de que o arquipélago seja convertido em uma área de proteção e conservação de mais de 1,8 milhão de quilômetros quadrados muito em breve, o que pode ajudar que a colônia continue florescendo no local — e vários países já anunciaram que apoiam a causa.

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