“Cabeça de vento”: homem descobre que possui um bolsão de ar no crânio
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“Cabeça de vento”: homem descobre que possui um bolsão de ar no crânio

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Imagine a surpresa (e o susto!): um senhorzinho foi até o hospital reclamando que, ultimamente, havia notando que andava meio avoado e sem equilíbrio. Os médicos, que não devem ter dado muita importância em um primeiro momento para os sintomas, decidiram, por bem, investigar e se depararam com isto:

Bolsão de ar(Inverse)

Viu a mancha escura na parte anterior do crânio? Ela representa um bolsão de ar com quase nove centímetros ocupando um espaço que deveria ser preenchido pelo cérebro do senhorzinho — e, com essa imagem, os médicos que atenderam o idoso levaram um baita de um susto.

Caso incomum

De acordo com Yasmin Tayag, do site Inverse, o caso foi registrado no Causeway Hospital, na Irlanda do Norte, e envolveu um paciente — cuja identidade não foi revelada — de 84 anos. Tudo aconteceu conforme descrevemos acima, ou seja, o senhorzinho foi ao hospital de boas porque andava sentindo umas tonturinhas estranhas e o problema foi identificado após ele ser submetido a uma tomografia.

Bolsão de ar(Inverse)

Segundo os médicos que se depararam com a inusitada situação, além de reclamar que andava meio avoado, o idoso contou que vinha caindo com mais frequência e que tinha notado um pouco de debilidade nos membros esquerdos fazia alguns meses. Mas, tirando isso, o senhorzinho não se queixou de mais nada! O enorme bolsão de ar se formou onde o lobo frontal direito do cérebro deveria estar e, apesar do tamanho do “vazio”, o paciente não apresentava dificuldades de locomoção e visão, dificuldade de fala ou fraqueza no rosto.

O nome desse bolsão de ar é pneumocéfalo, e o mais comum é que ele surja em decorrência de algum trauma provocado no crânio. No entanto, esse não era o caso do idoso e, depois de investigar a situação em detalhe, os médicos descobriram como tanto ar foi penetrar ali dentro.

Assim, fuça daqui, fuça de lá, o time identificou que o paciente tinha um pequeno tumor ósseo benigno no seio frontal (veja na imagem a seguir) — e eles deduziram que esse “carocinho” provavelmente abriu uma passagem entre a cavidade nasal e o cérebro. Além disso, os médicos acreditam que esse pequeno tumor funcionava como uma espécie de válvula que permitia a entrada de ar pressurizado e impedia a sua saída, gerando um acúmulo que, com o tempo, se transformou no tal bolsão de ar.

Seio frontal(Wikimedia Commons/Nnh/Domínio Público)

Tudo certo!

E você quer saber como esse ar era levado até o interior do crânio? Segundo Yasmin, através de espirros e acessos de tosse. O mais normal é que o próprio organismo se encarregue de absorver o pneumocéfalo, embora em alguns casos, quando os médicos detectam, por exemplo, um aumento na pressão intracraniana, seja necessário abrir um orifício para deixar o ar sair.

No caso do paciente, por conta da idade avançada, ele optou por deixar a “cabeça de vento” quieta e não se submeter a nenhuma cirurgia, nem para a remoção do pequeno tumor ósseo. A maior preocupação dos médicos, no entanto, era de que o idoso sofresse um novo AVC — parece que ele já tinha tido um —, então, indicaram um tratamento medicamentoso para evitar outro acidente vascular e uma revisão conduzida algumas semanas depois do início do tratamento apontou que o senhorzinho estava bem.

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