5 questões que ainda geram controvérsias na ciência
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5 questões que ainda geram controvérsias na ciência

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Todo pesquisador sabe: fazer ciência não significa obter respostas corretas e inquestionáveis. Aliás, muitas vezes significa dedicar uma vida inteira a estudos que resultam em novas perguntas e hipóteses, que talvez só sejam resolvidas e confirmadas no futuro.

Listamos a seguir algumas dessas incertezas, que acabam gerando controvérsia tanto entre os especialistas quanto entre os leigos que as discutem nos almoços de domingo com a família ou em mesas de bar com os amigos.

1. No princípio, era... o quê?

Se considerarmos a cronologia da vida, do Universo e de tudo mais, o primeiro grande enigma é: o que existia antes do Big Bang?

Há várias teorias. Pode ser que o nosso Universo tenha se originado de outro, que se retraiu ao ponto de singularidade — algo como um buraco negro — e então explodiu novamente. Mas pode ser que o fenômeno já existisse em um estado de dormência. Ou ainda que o Big Bang tenha sido um choque entre espaços tridimensionais que vagavam por uma quarta dimensão.

A verdade é que dificilmente vamos conseguir uma resposta. Mas vale dar uma olhada mais a fundo nas diversas hipóteses, para ver o quão longe a ciência vai.

2. O que matou os dinossauros?

Sabemos que havia dinossauros e que, em determinado momento, eles sumiram da face da Terra. Sabemos também que, logo antes de isso acontecer, o clima global mudou bastante, acarretando o fim de 70% da vida terrestre.

E é aí que começam os debates. Por um lado, há quem defenda que o movimento das placas tectônicas, somado à ação devastadora de vulcões, teria matado boa parte dos animais marinhos e dos répteis gigantes. Outros acreditam que foi um meteorito enorme que caiu no nosso planeta, contaminando a atmosfera com irídio e provocando mudanças mortais na atmosfera.

Fato é que algo conseguiu derrubar os bichos. E que talvez isso tenha sido bom para a nossa sobrevivência.

3. A morte é certa?

Determinar que alguém passou dessa para melhor pode não ser tão simples quanto parece. Isso porque alguns casos desafiam critérios clássicos para óbito, como a insuficiência circulatória e respiratória.

A morte cerebral, por exemplo. Embora os órgãos tendam a falhar algumas horas após o fenômeno, há casos de pessoas que mantiveram a função de todos por semanas e até décadas. Elas estariam vivas ou não? E se dependessem de equipamentos hospitalares para manterem-se assim, isso mudaria seu status?

4. Os vírus têm vida própria?

Se você foi infectado por um vírus da gripe recentemente, eles certamente parecem vivos. Porém, eles não cumprem todos os critérios.

Por exemplo: eles se reproduzem, como outros seres fazem para perpetuar suas espécies. Porém, eles só conseguem fazer isso se utilizarem as células de seus hospedeiros. Por esse motivo, há quem os chame de “entidades” infecciosas.

5. É planeta ou não é?

Foi uma comoção quando, em 2006, a União Astronômica Internacional anunciou que, devido a uma redefinição do termo “planeta”, Plutão não se encaixava mais na categoria. Virou até nome de banda! E, claro, nem todos os estudiosos concordaram com a mudança.

De acordo com Alan Stern e David Grinspoon, cientistas que publicaram um livro sobre a experiência do projeto New Horizons (sonda espacial que capturou materiais sobre Plutão e o Cinturão de Kuiper), o astro possui diversas características que o identificam como um planeta, como montanhas de gelo, glaciares de nitrogênio e gravidade suficiente para ter um formato esférico.

Para eles, a nova definição ficou longe do ideal, apesar de ter sido baseada em um importante questionamento sobre como definir objetos encontrados fora do Sistema Solar. Acabou que apenas os corpos que orbitam o Sol e conseguiram se livrar dos detritos ao seu redor entraram na dança. E o debate continua…

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