Túmulos chineses provam que cannabis era usada para 'chapar' há 2.500 anos

Túmulos chineses provam que cannabis era usada para 'chapar' há 2.500 anos

Último Vídeo

Foi descoberta uma nova evidência de que as pessoas já usavam a maconha para fins recreativos há pelo menos 2.500 anos no oeste da China. De acordo com novo estudo publicado no jornal Science Advances, o consumo de cannabis por causa de suas propriedades psicoativas acontecia provavelmente em rituais funerários. Já se sabia que a erva era cultivada no leste da Ásia há milhares de anos para a obtenção de fibras e sementes, mas descoberta mostra a evidência mais antiga em todo o mundo de uso da maconha apenas para “chapar”.

Os autores do estudo descrevem a descoberta de 10 queimadores de incenso em túmulos antigos no cemitério Jirzankal, há 3.000 metros nas montanhas Pamir, e acredita-se que eles sejam dos meados do primeiro milênio a.C.

A técnica chamada cromatografia gasosa-espectrometria de massa foi utilizada pelos pesquisadores, que analisaram o material orgânico queimado encontrado e descobriram a substância com uma concentração do composto psicoativo tetrahidrocanabidol (THC) muito maior do que geralmente é encontrada em plantas de cannabis selvagens.

Os queimadores de incenso (do lado esquerdo da foto) foram encontrados nos túmulos. Fonte: Xinhua Wu

Esta descoberta levanta algumas questões sobre a história do cultivo da maconha, apesar de não se descartar a possibilidade da grande concentração de THC ser resultado dos altos níveis de luz ultravioleta e outros fatores ambientais associados a grandes altitudes.

De qualquer forma, a autora do estudo Nicole Boivin justifica a importância da das descobertas, que “sustentam a ideia de que as plantas de cannabis foram usadas pela primeira vez em regiões montanhosas do leste da Ásia Central, espalhando-se para outras regiões do mundo”.

Os braseiros de madeira foram encontrados ao lado de 34 corpos e acredita-se que o fumo teria acontecido nos rituais para se comunicar com os mortos ou com o divino.

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.