A pergunta que persiste: Plutão é planeta ou não é?

A pergunta que persiste: Plutão é planeta ou não é?

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O debate sobre Plutão parece não ter fim. Mais de uma década depois de ter seu status reduzido a planeta anão, ele volta ao centro do debate após declarações recentes do atual chefe da NASA Jim Bridenstine. No início de agosto, Bridenstine reacendeu a discussão ao dizer que, em sua opinião, o agora planeta anão é, na verdade, um planeta. O chefe ainda disse aos repórteres que eles deveriam “escrever que o administrador da NASA declarou Plutão como um planeta mais uma vez”.

O debate surgiu pela primeira vez em 2006, mesmo ano em que o planeta foi “rebaixado”. Astrônomos descobriram a existência de Eris, um planeta anão 27% maior do que Plutão, gerando questionamentos e fazendo com que a União Astronômica Internacional definisse oficialmente alguns critérios que deveriam ser obedecidos para definir o que é planeta e o que é planeta anão.

Para a IAU, um objeto celeste só pode chegar ao status de planeta se orbitar o Sol, ter uma forma arredondada e ser capaz de atrair e arremessar objetos menores enquanto percorre sua órbita. Plutão não é capaz de atrair ou repelir objetos porque não possui massa suficiente para isso. Ele tem apenas 0,007 vezes a massa de outros objetos celestes em seu entorno. Assim, nem Plutão, nem Eris poderiam ser considerados planetas, pois ambos não cumpriram os requisitos.

Foto: NASA

Em 2015, a missão New Horizons enviou sondas para investigar Plutão e a missão fez Alan Stern, seu principal investigador, discordar da decisão da IAU de remover o status planetário de Plutão. Para ele, os critérios utilizados “não fazem sentido”. O principal argumento do investigador se baseia na influência que a distância do Sol tem sobre a taxa de pequenos objetos que se movem em uma órbita e que poderiam ser atraídos ou rejeitados, principal motivo pelo qual Plutão foi desconsiderado como planeta. Stern foi enfático ao declarar que a decisão da IAU não é científica, afirmando ainda que essa alteração teve como objetivo manter um número mais “gerenciável” de planetas oficias.

Nomeado em abril de 2018 pelo próprio presidente americano Donald Trump, Bridenstine não tem receio em trazer a discussão à tona novamente, ao contrário, parece bem decidido em reacender o debate entre especialistas relevantes nas áreas de astrologia e ciência. Mas, independentemente das pesquisas, ele parece já ter uma posição bem definida nessa discussão. 

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