Partículas de carbono negro são encontradas em placentas

Partículas de carbono negro são encontradas em placentas

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Fumar durante a gravidez pode causar graves problemas durante a gestação e implicações sérias na saúde do bebê — isso não é novidade para ninguém. Mas um estudo realizado neste ano foi além e mostrou como viver em áreas com alta poluição do ar pode gerar complicações semelhantes às do cigarro. Os cientistas analisaram os efeitos dessa contaminação no desenvolvimento fetal e detectaram partículas de carbono negro na placenta de várias mulheres na Bélgica.

Liberadas no ar pela queima de combustíveis fósseis ou madeira, as partículas de carbono negro podem gerar sérios efeitos à saúde e são um dos poluentes mais comuns encontrados diariamente. Todas as pessoas estão expostas a elas, uma vez que são liberadas por carros, incêndios florestais e fogões a lenha, mas de acordo com os pesquisadores essa foi a primeira evidência de que as substâncias podem ultrapassar a barreira placentária.

Foram examinadas amostras de 28 mulheres: 10 que vivem em áreas com alto nível de poluição, 10 que vivem em locais com baixo nível de poluição, 5 que tiveram partos prematuros e 3 selecionadas de forma aleatória e que vivem em áreas com baixo nível de poluição.

(Fonte: Pixabay)

Os cientistas identificaram, utilizando imagens de alta resolução para detectar as partículas de carbono negro, que pequenas quantidades começaram a se formar nas paredes internas da placenta. Apesar disso, não foram descobertas evidências de que esses fragmentos possam atingir o feto.

A associação aos locais com alto nível de poluição foi inevitável. Todas as mulheres tinham carbono negro na placenta, mas as que vivem em áreas com mais poluição estavam sujeitas a aproximadamente 2,42 microgramas por metro cúbico da substância enquanto aquelas que vivem em locais menos poluídos apresentaram cerca de 0,63 micrograma por metro cúbico — menos do que o dobro.

A professora associada da Escola de Meio Ambiente da Universidade de Auckland explica que, apesar de não existir evidências de que o carbono interaja com o feto, a toxina afeta a placenta, o que pode gerar complicações durante a gravidez ou no momento do nascimento. Ela afirma ainda que a poluição pode explicar o baixo peso dos bebês.

Os pesquisadores devem continuar monitorando os bebês avaliados para tentar determinar se o carbono negro pode afetar o desenvolvimento infantil.

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