O que acontece com a criatividade à medida que envelhecemos?

O que acontece com a criatividade à medida que envelhecemos?

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George Land e Beth Jarman desenvolveram um teste para a NASA que conseguiu mensurar o potencial criativo de seus engenheiros e cientistas. Após ser constatada a eficácia desse experimento, os cientistas ainda permaneceram com a seguinte dúvida: de onde surge a criatividade? Resolveram, então, conduzir um estudo e aplicar numa determinada amostra de pessoas um teste que buscava descobrir a capacidade de ter novas ideias na resolução de problemas.

No grupo de 1.600 integrantes composto por crianças entre quatro e  cinco anos de idade, os cientistas identificaram que 98% delas desfrutavam plenamente de sua criatividade, o que não causou surpresa.

aFonte: Pixabay

Interessados em conduzir um estudo longitudinal e acompanhar o progresso deste mesmo grupo, cinco anos depois, os estudiosos reaplicaram o teste. Quando as crianças estavam com 10 anos de idade, apenas 30% delas manifestaram seu gênio criativo. Quando testadas aos 15 anos de idade, o número se reduziu a 12%. E quando avaliadas depois de adultas, na faixa dos 30 anos de idade, menos de 2% delas permaneciam no grupo.

O teste, apesar de ter sido aplicado diversas vezes, permaneceu obtendo os mesmos resultados alarmantes, indicando que a criatividade, na verdade, era perdida ao longo da vida, num processo que iniciava no período em que as crianças estavam em idade escolar e se intensificava à medida que envelheciam.

Diante de tal constatação, as pessoas podem acreditar que a criatividade não pode ser recuperada, mas assim como as demais capacidades que adquirimos ao longo da vida, a criatividade também depende de prática constante para ser desenvolvida, pois independentemente da idade, ela não se manifesta apenas em trabalhos de cunho artístico, mas também desempenha papel fundamental nas mais diversas tarefas.

aFonte: Bruce Mars / Pexels

A arte de cultivar a criatividade

O escritor e tradutor japonês Haruki Murakami possui uma relação muito próxima com a música - mais especificamente com o jazz. O autor acredita que foi justamente esse interesse genuíno, tão intenso em sua vida, que possibilitou que ele se tornasse um romancista. Ao longo de sua jornada, ele ainda observa como continua aprendendo a escrever por meio da música. 

Ou seja, mesmo as atividades mais simples, como ler, ouvir música, desenhar ou caminhar propiciam terreno para que a criatividade se desenvolva de forma plena e contínua. 

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