Animais extintos podem ter cores identificadas com novo método

Animais extintos podem ter cores identificadas com novo método

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Uma forma precisa de descobrir as cores de animais extintos era inexistente há 10 anos. Há apenas 12 anos, paleontólogos sequer acreditavam que existiria uma forma de conseguir apontar as colorações exatas um dia. No entanto, com diversos estudos e uma integração cada vez mais interdisciplinar à paleontologia, isso mudou de figura nos últimos anos.

Muitas pesquisas conduzidas recentemente começaram a apontar formas de identificar cores em penas e até mesmo em tecidos moles de animais extintos fossilizados. E conforme a discussão sobre estas cores se tornava mais acirrada, mais estudiosos passaram a se interessar pelo assunto.

A Universidade de Hong Kong, então, decidiu criar uma forma de estruturar melhor as descobertas passadas para facilitar a identificação de cores em descobertas futuras.

Como a identificação das cores destes animais funcionava antes?

Representação de dinossauro com penas e suas cores
(Fonte: Phys.org / HKU MOOC / Julius T Csotonyi / Michael Pittman)

Quando as cores de animais extintos começaram a ser identificadas, há 10 anos, as buscas se baseavam principalmente na forma como a melanina agia. Ela é responsável por cores mais escuras e é uma das formas de cores mais facilmente preservadas nos animais extintos.

Mas este tipo de estudo excluía tons mais claros e deixava de fora todo um matiz de cores que se degradam deixando apenas a melanina para trás. Portanto, o local onde os fósseis eram encontrados fazia toda a diferença no estudo de suas cores.

Como era um campo pouco explorado, a cientista Maria McNamara decidiu reunir mais de 600 exemplares fósseis e tentar descobrir uma forma mais precisa de identificar como as cores se comportam em tecidos mortos preservados.

Ela descobriu que devido à temperatura e à pressão, as cores originais se modificam em certos ambientes. E principalmente que os fósseis encontrados em fosfato de cálcio teriam a melhor forma de preservar as cores.

Por que é importante identificar as cores de animais que não existem mais?

Quando o Dr. Michael Pittman, da Universidade de Hong Kong, recebeu o estudante de PhD Arindam Roy com o interesse de melhorar ainda mais essas identificações, eles chegaram à conclusão de que estruturar melhor as pesquisas passadas ajudaria a melhorar a forma de identificação futura das cores destes animais.

Isso é de grande importância para o estudo comportamental dos animais extintos, da sua forma de camuflagem, seus hábitos de procriação e até mesmo de como seus hábitos alimentares poderiam modificar duas cores.

Quais as diferenças no novo processo de descoberta das cores?

A busca pela melanina ainda é um dos primeiros passos. Porém, com a tecnologia cada vez mais avançada, outros pigmentos podem ser identificados através da química. Isso reduz as cores possíveis e elas podem ser identificadas ao utilizar outros tópicos, como o ambiente onde os animais viviam, suas características físicas, seus hábitos alimentares, entre outros fatores que poderiam modificar as suas cores.

Segundo o Dr. Michael Pittman, essa nova forma de identificação de cores tornará a reprodução visual dos animais extintos muito mais simples e exata.

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