Pesquisadores criam microrrobô que parece pássaro de origami

Pesquisadores criam microrrobô que parece pássaro de origami

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Provavelmente você já viu um pássaro de origami e talvez até já tenha até mesmo feito um, mas certamente esse pássaro é um pouco mais complicado de ser “fabricado”. Pesquisadores da ETH de Zurique criaram um microrrobô a partir de materiais que possuem nanomagnetos e que pode executar diversos movimentos como os naturais de um pássaro: bater as asas, pairar, girar e escorregar lateralmente.

Os nanomagnetos podem ser programados para assumir uma orientação magnética específica e quando são expostos a um campo magnético, forças próprias atuam sobre eles e se esses imãs estiverem localizados em componentes flexíveis, eles podem se mover devido às forças que atuam sobre eles.

Foto: Pixabay

Pássaro robô

A matéria para a construção do pássaro microrrobô foram matrizes de imãs de cobalto em folhas finas de nitreto de silício. A chefe do Laboratório de Experimentos de Materiais Multiescala do Instituto Paul Scherrer e professora de sistemas mesoscópicos da ETH de Zurique, Laura Heyderman, explicou que os movimentos executados pelo microrrobô ocorrem em milissegundos, mas a programação dos nanomagnetos leva alguns nanossegundos. “Isso torna possível programar os diferentes movimentos um após o outro. Significa que o minúsculo pássaro pode bater as asas primeiro, depois deslizar para o lado e depois bater novamente. Se necessário, o pássaro também pode pairar no meio", disse.

O desenvolvimento do pássaro robô é um passo importante na direção de um novo conceito de micro e nanorrobôs capazes não apenas de armazenar informações, mas também de realizar diferentes tarefas por meio de reprogramação.

Bradley Nelson, do Instituto de Robótica e Sistemas Inteligentes da ETH Zurique afirma que diversas áreas de aplicação podem ser beneficiadas como microeletrônica flexível ou microlentes que alteram as propriedades ópticas, além da capacidade de contribuição na biomedicina. “É concebível que, no futuro, uma micromáquina autônoma navegue pelos vasos sanguíneos humanos e execute tarefas biomédicas, como matar células cancerígenas”, salientou.

O trabalho foi publicado na revista Nature.

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