Campos magnéticos podem ser responsáveis por galáxias em espiral

Campos magnéticos podem ser responsáveis por galáxias em espiral

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Ao longo dos anos, astrônomos realizaram diversos estudos sobre as galáxias e seus diferentes formatos. Algumas são como discos achatados, outras (como a nossa) possuem um conjunto de estrelas que espiralam em seu próprio centro. Muitas teorias já foram feitas sobre o motivo por trás disso, mas observações atuais utilizando novas tecnologias podem comprovar que campos magnéticos talvez estejam associados com essas espirais.

Em um artigo aceito pelo Astrophysical Journal, uma equipe de astrônomos conduziu um estudo no Observatório Estratosférico de Astronomia em Infravermelho da NASA (SOFIA) analisando uma galáxia chamada M77, com um novo instrumento conhecido como HAWC+ (do inglês High-Resolution Airborne Wideband Camera–Plus).

Linhas de campo magnético rodopiam no espaço da galáxia M77. (Fonte: NASA e SOFIA; NASA, JPL-Caltech e Roma Tre University/Reprodução)

Mesmo estando a 47 milhões de anos luz da Terra, com as capacidades infravermelhas do SOFIA, a equipe foi capaz de observar os campos magnéticos de M77, descobrindo que estão fortemente ligados ao movimento em espiral de suas estrelas. Segundo os cientistas responsáveis pelo projeto, esta é a primeira vez que astrônomos conseguem realizar um mapeamento desse tipo com uma luz infravermelha distante.

As teorias sobre as estruturas em espiral das galáxias ainda estão incompletas e mais pesquisas precisam ser realizadas sobre o assunto. Acredita-se que além dos campos magnéticos, a gravidade e a densidade possam ter um papel muito importante.

Segundo Terry Jones, um dos autores do artigo, existem várias observações em potencial a serem feitas com o auxílio do Observatório Estratosférico que talvez possam nos dar uma compreensão melhor das formas galácticas. O cientista também afirmou que há muito a ser feito e seu estudo é só a ponta do iceberg.

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