'Simulador planetário' pode identificar exoplanetas habitáveis

'Simulador planetário' pode identificar exoplanetas habitáveis

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Cientistas estão tentando descobrir quais planetas alienígenas poderiam ser habitados pelos humanos e por outros seres. Para saber se é possível haver vida no local, os pesquisadores desenvolveram um simulador planetário batizado de Resolving Orbital and Climate Keys of Earth and Extraterrestrial Environments with Dynamics, mais conhecido como ROCKE-3D.

O que o simulador faz

O mecanismo ajuda a descobrir se o exoplaneta (planeta localizado fora do Sistema Solar da Terra) analisado tem condições climáticas que o tornam habitável. Entender isso auxiliaria em saber se é possível os humanos viverem lá ou, até, desconrir se pode conter vida extraterrestre.

Análise feita pelo ROCKE-3D. (Fonte: NASA/Divulgação)

O ROCKE-3D pode programar simulações com as combinações das características dos diferentes exoplanetas tendo um modelo como base. Dessa forma, descobriria o que aconteceria na atmosfera e quais condições podem afetar a possibilidade de habitação. Ele possibilitará que a NASA escolha de maneira mais sábia quais planetas e exoplanetas merecem ser explorarados mais afundo.

Em comunicado da NASA, o cientista recém aposentado Anthony Del Genio afirmou que entender sobre as condições climáticas dos outros mundos aumentam as chances de fazer descobertas úteis. “Se quisermos observar com mais sabedoria, precisamos seguir recomendações de modelos climáticos”, disse o ex-cientista do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, em Nova York.

O exemplo do Proxima Centauri b

O Proxima Centauri b é conhecido por ser o exoplaneta mais próximo da Terra, a uma distância de 4,5 anos luz. Ele foi apresentado, também, como uma solução de planeta habitável pela grande quantidade de água líquida em sua superfície e acredita-se que seja rochoso pela quantidade de massa no local.

As preocupações quanto ao planeta eram que ele, por ser 20 vezes mais próximo do sol, fosse gravitacionalmente preso a estrela. Dessa forma, a vida nele seria impossível, pois teria um lado com intensa radiação e o outro congelaria na escuridão do espaço. E é nesse momento que entre o ROCKE-3D.

As pesquisas do mecanismo mostraram que, na verdade, o Proxima b pode ser um exoplaneta habitável. Os grandes responsáveis por isso seriam as nuvens e os oceanos. De acordo com Del Genio, “uma combinação de atmosfera e circulação oceânica moveria ar quente e água ao redor do planeta, transportando calor para o lado frio”.

Ainda não se sabe se existirá ou não vida no Proxima b, mas, pelo jeito, o simulador planetario ROCKE-3D pode ajudar a descobrir. 

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