Teste de coronavírus rápido e barato teria sido criado nos EUA

Teste de coronavírus rápido e barato teria sido criado nos EUA

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Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos anunciou ontem (05) em Nova York a criação de um novo teste para detecção do novo coronavírus. O protótipo experimental do novo exame revelou ser rápido, barato e tão simples quanto um teste de gravidez comum. 

Desenvolvido a partir de uma tecnologia de edição genética conhecida como Crispr, o novo teste pode ser a solução ideal para que as pessoas não fiquem mais dependentes "de um laboratório sofisticado e caro", afirmou o Feng Zhang, bioquímico sino-americano pesquisador do Broad Institute de Cambridge (Massachusetts) e um dos pioneiros da tecnologia Crispr. 

O teste, que pode custar em torno de US$ 6, o equivalente a cerca de R$ 34, foi divulgado pelo Dr. Zhang e sua equipe em um website dedicado ao projeto. Porém, a metodologia ainda não foi testada por outros cientistas, nem sequer publicada por uma revista científica para que sua eficácia possa ser submetida a uma validação especializada independente.

A tecnologia de edição de genes também está sendo utilizada por outras duas equipes de pesquisadores, uma em São Francisco (Califórnia) e outra em Buenos Aires (Argentina). O objetivo de ambas é desenvolver testes mais simples e seguros para a detecção do vírus SARS-Cov-2, o responsável pela covid-19.

Editando o DNA

Fonte: Gernot Krautberger/ReproduçãoFonte: Gernot Krautberger/Reprodução

O Dr. Joshua Sharfstein, vice-reitor de práticas de saúde pública da John Hopkins University, alerta que, embora seja muito importante a pesquisa por novos tipos de teste para o coronavírus, é imprescindível que os que estão em desenvolvimento funcionem quando comparados aos atualmente utilizados, como o reação em cadeia da polimerase, o PCR. 

No entanto, com o objetivo de retomar as atividades durante a pandemia, há necessidade de testar milhões de pessoas todos os dias. Nesses casos, ressalta Omar Abudayyeh, do MIT e um dos colaboradores de Zhang, "você necessita de novas tecnologias mais distribuídas, que não demandem milhares de pessoas treinadas e laboratórios especializados".

Juntos, Abudayyeh, Zhang e Johathan Gootenberg, do Instituto McGovern, também do MIT, estão testando o Crispr para verificar o seu funcionamento com essa nova funcionalidade. O Crispr também é uma técnica de edição do DNA, assim como o PCR, com uma parte de um marcador molecular que se fixa em um ponto específico do gene.

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