Países da Europa já estão diminuindo severidade do isolamento

Países da Europa já estão diminuindo severidade do isolamento

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Depois de alguns meses de confinamento extremo e cuidados redobrados, alguns países europeus vêm tentando voltar ao normal. A Espanha, por exemplo, uma das nações mais atingidas pela pandemia da covid-19, planeja realizar sua retomada em algumas etapas diferentes. A partir desta segunda-feira (11), tanto por lá quanto na França, alguns serviços foram reabertos ao público, como é o caso de restaurantes e bares.

Na Espanha, foram registrados quase 230 mil casos de pessoas infectadas pelo coronavírus, totalizando cerca de 26,7 mil mortes. Já na França, são 2.073 de casos para cada milhão de pessoas, conforme os dados do European Centre for Disease Prevention and Control. No entanto, o número de recuperados da doença nesses dois países somam pouco mais de 200 mil pessoas.

(David Gannon/AFP/Divulgação)(David Gannon/AFP/Divulgação)

Mesmo com essa retomada ainda parcial, o medo com relação a uma segunda onda da doença ainda assusta a população. O reaparecimento de casos na Ásia preocupa as autoridades com relação ao relaxamento das medidas. No Brasil, como podemos notar, ainda estamos em uma fase crítica do contágio, tendo em vista que os lockdowns, considerados fundamentais para o controle da infecção, foram implantados por aqui somente nos últimos dias — e nem em todas as regiões do país.

Normalidade gradual

Embora esteja acontecendo um relaxamento na quarentena, algumas medidas de prevenção à propagação da covid-19 continuam a vigorar. Além disso, alguns estabelecimentos tiveram algumas regras instituídas para que pudessem voltar a funcionar. No país Ibérico, por exemplo, são permitidas reuniões em grupo, desde que a aglomeração tenha até 10 participantes. Já em bares e restaurantes estão permitidas a permanência de pessoas apenas nas áreas abertas; a capacidade ocupacional desses ambientes também está sendo controlada.

Na Espanha, a normalidade será retomada gradualmente (Fonte: Unsplash)Na Espanha, a normalidade será retomada gradualmente (Fonte: Unsplash)

Contudo, algumas regiões que aplicaram anteriormente bloqueios totais em serviços considerados não essenciais estão reabrindo aos poucos. Nelas, já é possível ir a lojas para fazer compras sem a necessidade de se marcar um horário como vinha ocorrendo. Madrid e Barcelona, cidades grandes do país, ainda permanecem repletas de restrições cautelosas para que o contágio não se alastre novamente de forma severa.

De olho nos números

A volta à normalidade vem ocorrendo de forma gradual justamente para que as autoridades possam realizar análises a partir dos números da pandemia nesses lugares. Na França, por exemplo, desde que a quarentena fora decretada, em meados de março, no último domingo (10), os números de pessoas que morreram foi o menor já registrado até então. Nesse sentido, o presidente francês Emmanuel Macron compartilhou por meio de sua conta oficial no Twitter um alerta para a população. "Graças a vocês, o vírus regrediu. Mas ainda está aqui. SALVEM VIDAS, CONTINUEM SENDO PRUDENTES", enfatizou.

Embora esses países estejam recuando com relação à quarentena, alguns, como o Reino Unido, permanecem em alerta, já que os números parecem só crescer. Por lá, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson decretou que o confinamento pode ir até o começo do próximo mês. Entretanto, o governo tem a esperança de que os números de infectados e mortos diminuam para que a retomada da economia aconteça, após quase dois meses.

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Outros países também apresentaram novas medidas com relação à pandemia. Em Xangai, um importante parque foi reaberto nesta segunda-feira. Já na Coreia do Sul, a preocupação ainda é com uma segunda onda da pandemia, já que nas últimas 24 horas foram registrados 35 novos casos do coronavírus, uma alta em mais de um mês por lá. O mesmo acontece com a Alemanha, que já acumula 7,5 mil mortes em todo o seu território. 

Espera-se que essa ansiedade para a retomada imediata da economia não prejudique a população de uma forma ainda mais devastadora.

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