Testes para covid-19: como funcionam e quais as diferenças entre eles?

Testes para covid-19: como funcionam e quais as diferenças entre eles?

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Saber quem tem ou não — ou quem já teve — a covid-19 é uma das questões mais importantes no enfrentamento da pandemia e dos comércios e outras atividades. Os testes são indispensáveis para isso, é claro, mas qual deles?

Existem muitas maneiras de descobrir se você foi infectado por alguma coisa, mas quando o assunto é o vírus Sars-CoV-2, os testes costumam se dividir em dois tipos: os moleculares e os testes rápidos ou sorológicos.

Testes moleculares e testes rápidos para a covid-19

Esse primeiro tipo também é chamado RT-PCR, da sigla em inglês que explica melhor em que consiste o método: Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa. 

Nome complicado, né? Mas entender como ele funciona é mais simples: o laboratório retira amostras das suas vias respiratórias com um negócio que parece um cotonete. No laboratório, com uma série de equipamentos complexos, os especialistas tentam achar traços do RNA — material genético do Sars-CoV-2 —, na sua amostra.

Os testes RT-PCR colhem amostras das vias respiratórias (Fonte: Unsplash)Os testes RT-PCR colhem amostras das vias respiratórias (Fonte: Unsplash)

Já os testes rápidos ou sorológicos, pegam uma amostra do seu sangue — com uma picadinha no dedo, geralmente — e, em vez de procurar pelo vírus, eles simplesmente analisam se há anticorpos contra o Sars-CoV-2 no seu sangue. Afinal, se há anticorpos, você provavelmente já foi exposto ao vírus, para desenvolvê-los, não é mesmo? Eles entregam o resultado em, mais ou menos, meia hora.

Testes diferentes, para situações diferentes

A diferença entre os métodos — detectar vírus ou anticorpos, basicamente — também faz com que cada tipo seja mais indicado para situações diferentes. 

Os testes RT-PCR/moleculares são recomendados para pessoas que começaram a ter os sintomas há poucos dias e precisam comprovar se estão mesmo com a covid-19. Depois de algum tempo, a carga viral fica mais baixa e a detecção do Sars-CoV-2 pelo método RT-PCR fica mais difícil. Esses testes, além disso, são mais caros e complexos de realizar, por isso são usados em casos mais específicos. Porém, eles trazem resultados mais confiáveis. 

Os testes rápidos, vendidos pelas farmácias e laboratórios — e que a maioria de nós têm acesso mais fácil —, mostram se a pessoa já foi infectada pelo novo coronavírus e desenvolveu os anticorpos. Por isso, recomenda-se fazê-los depois de uma semana que os sintomas surgiram, pelo menos. Ou, então, se você acha que já teve covid-19 e não apresentou tantos sintomas, querendo apenas tirar essa dúvida.

Mesmo sendo "testes rápidos", os testes para covid-19 não são tão simplezinhos quanto um teste de gravidez, por exemplo, e precisam ser feitos em um local confiável, com a ajuda de profissionais. Como existem várias marcas de testes rápidos no mercado — e algumas são mais confiáveis do que outras — procurar uma boa farmácia ou laboratório é importante para não fazer um teste que não vale de nada. 

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