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Eco misterioso em Chichén Itzá chama atenção de especialistas

Construído no século XII d.C., o Templo de Kukulkan é uma das maravilhas mais fascinantes do sítio arqueológico de Chichén Itzá, porém, um certo mistério sobre a pirâmide é algo que intriga os especialistas até os tempos atuais. Estranhamente, bater palmas na base do templo não reproduz o som mais comum da ação, mas ativa um barulho semelhante ao piado de um pássaro aparentemente sem explicação alguma.

Documentado pelo engenheiro acústico David Lubman no final da década de 1990, o som anormal é um dos grandes destaques do sítio e algo que mais atrai os visitantes, já que é uma experiência única e real que certamente vale a pena ser registrada. Seguindo da base até o topo da pirâmide, o efeito sonoro é praticamente imediato e o som do gorjeio surge juntamente com as palmas em uma espécie de comunicação "sobrenatural" com o local.

Para os visitantes de primeira viagem, pode-se pensar que, na verdade, tudo não passa de um truque de guia turísticos para dar um ar mais característico à pirâmide, mas o evento realmente parece ter sido algo preparado intencionalmente pelos arquitetos ancestrais que, até hoje, permanece sem respostas.

Desde o primeiro registro do eco, técnicos da área de sonoplastia vêm tentando entender o fenômeno de Kukulkan e muitos ainda divergem sobre sua origem, com alguns se posicionando a favor de ter sido produzido propositadamente e outros defendendo o desconhecimento por parte das tribos maias.

Um templo estrategicamente projetado

O Templo de Kukulkan foi virtualmente projetado para idolatrar o deus serpente Kukulkan, a "Serpente Emplumada". Durante os equinócios, a sombra que incide sobre um dos lados da pirâmide reproduz uma silhueta ondulante nas longas escadarias, simulando o surgimento da imponente cobra divindade. 

Além disso, outra forte crença dos grupos maias de Chichén Itzá era na força do quetzal, um pássaro divino conhecido como "deus do ar" que tinha o poder de controlar a natureza e favorecer o direcionamento dos ventos. Dessa forma, com as homenagens à Kukulkan e quetzal, é possível acreditar que o templo tenha sido construído para emitir todos esses mistérios ocultos de forma intencional.

Atualmente, grupos de especialistas ainda estudam a curiosa arquitetura do sítio.

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