Pássaro quebra recorde mundial ao voar 12 mil km sem parar

Pássaro quebra recorde mundial ao voar 12 mil km sem parar

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O recorde de viagem mais longa já feita por uma ave acaba de ser quebrado. De acordo com a reportagem produzida pelo The Guardian, um espécime macho de fuselo, o pássaro de nome científico Limosa lapponica, concluiu uma viagem de 11 dias do estado do Alasca, nos Estados Unidos, até a Nova Zelândia sem nenhuma pausa. 

Os fuselos são grandes aves de bico comprido e com coloração de penas amarronzada que se reproduzem na região do Ártico, conhecidos por realizar essa rota de migração todos os anos. Entretanto, dessa vez os ventos do leste fizeram com que um pássaro em específico se locomove-se para mais longe que os seus colegas.  

Rastreando os pássaros

(Fonte: Wikimedia Commons)
(Fonte: Wikimedia Commons)

Para conseguir medir a distância percorrida pelos fuselos, a equipe de cientistas capturou 20 espécimes no sudeste da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, e implantou dispositivos de geolocalização no bando. 

Nomeados através do sequenciamento de anéis coloridos localizados utilizados em suas patas para facilitar a distinção dos pássaros, o “fuselo maratonista” foi batizado de “4BBRW”.

Após passar alguns meses se alimentando de minhocas no lamaçal do Alasca, o 4BBRW levantou voo no dia 16 de setembro em direção as terras neozelandesas. Depois de sair dos Estados Unidos o pássaro aterrissou nas Ilhas Auletas no dia 27 do mesmo mês. 

Embora seu rastreamento por satélite aponte a marca de 12.854 km percorridos, os cientistas acreditam que, com a margem de erro do equipamento, o trajeto de 12.200 km seja mais realístico. Em alguns momentos, a ave chegou a voar na velocidade de 89 km/h.

Recorde anterior

(Fonte: Wikimedia Commons)
(Fonte: Wikimedia Commons)

Anteriormente, o recorde registrado de viagem mais longa feita por uma ave sem interrupções também era de um fuselo, mas de uma fêmea. Segundo o National Geographic, a ave teria voado por 11.500 km em 9 dias de viagem.

Após a temporada de caça por alimentos, os fuselos são conhecidos por encolher os órgãos internos para tornar diminuir o peso e fornecer mais aerodinâmica para as longas viagens.

De acordo com as tradições dos Maori, povo polinésio indígena da Nova Zelândia, a chegada dos fuselos também é sinal de boa sorte. O retorno para casa dos animais conhecidos pela cultura local como “kuaka” marca o início da primavera e a beleza trazida pela nova temporada.

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