Ilha de 250 habitantes torna-se referência em proteção da vida marinha

Segundo o The Guardian, a ilha de Tristão da Cunha, localizada entre o Brasil e a África do Sul, tornou-se o quarto maior santuário de conservação da vida marinha no planeta. Também considerada a “ilha habitada mais remota da Terra”, o território de apenas 250 habitantes destaca-se pela adoção de políticas rigorosas e proibitivas quanto às atividades exploratórias.

Descoberta em 1506 pelo explorador Tristão da Cunha, o local foi classificado como uma colônia britânica durante o século XIX, servindo como o primeiro forte de passagem para assegurar o isolamento de Napoleão Bonaparte, preso em Santa Helena, a cerca de 2.400 km de distância. Com o tempo, soldados ingleses acabaram permanecendo no local, criando a primeira comunidade autônoma na região.

(Fonte: Andy Isaacson/National Geographic)
(Fonte: Andy Isaacson/National Geographic/Reprodução)

Agora, mais de 500 anos depois, os habitantes se responsabilizaram, juntamente a entidades governamentais, pela conservação da fauna marinha, proibindo a pesca de arrasto, a mineração no entorno do mar, a caça predatória e outras tarefas que podem prejudicar o ecossistema em um território de pouco mais de 390 quilômetros quadrados.

“A comunidade está profundamente comprometida com a conservação: em terra, já declaramos o status de proteção para mais da metade de nosso território. Mas o mar é o recurso vital para a nossa economia e, em última instância, para a nossa sobrevivência a longo prazo. É por isso que protegemos totalmente 90% das nossas águas – e nos orgulhamos de desempenhar um na preservação da saúde dos oceanos“, disse James Glass, chefe da ilha.

A biodiversidade de Tristão da Cunha

Lar de uma das mais ricas biodiversidades do mundo, as águas deste lugar abrigam animais considerados em risco de extinção, como o albatroz-de-nariz-amarelo, o tubarão-de-sete-galhos e outros. Felizmente, todas as espécies estão protegidas pela região, que realizou uma das “maiores conquistas de conservação de 2020”, sendo recém-transformada em MPA (Marine Protected Area).

(Fonte: Roger Horrocks/National Geographic)
(Fonte: Roger Horrocks/National Geographic/Reprodução)

Com uma área quase três vezes maior do que a do Reino Unido (incluindo ilha e águas), o local é, atualmente, a maior zona de interdição de captura no Oceano Atlântico.

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