Cientistas registram 1º caso de canibalismo entre espécie de macaco

Cientistas registram 1º caso de canibalismo entre espécie de macaco

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Em 2019, a morte de um bebê macaco capuchinho-de-rosto-branco-panamenho serviu como ponto de partida para uma série de estudos que abordam o “fenômeno” do canibalismo dentro da espécie. Considerado o primeiro registro histórico deste tipo de acontecimento entre esses animais, a comunidade científica decidiu analisar o contexto da situação.

Segundo a publicação feita no Live Science, o incidente ocorreu dentro do Parque Nacional de Santa Rosa, na Costa Rica, onde os capuchinhos-de-rosto-branco têm sido estudados há mais de 37 anos.

A morte do bebê macaco

(Fonte: Wikimedia Commons)
(Fonte: Wikimedia Commons)

Durante as quase quatro décadas em que a espécie tem sido monitorada por pesquisadores, nunca antes um caso de canibalismo havia sido gravado entre esses macacos. Isso tudo até a morte de um filhote de apenas 10 dias de idade, que posteriormente acabou servindo de refeição para seus parentes.

O documento publicano na Ecology and Evolution aponta que o bebê macaco faleceu após uma bruta queda do topo de uma árvore. O acontecimento foi fortemente vocalizado por outros membros do grupo de animais, que apresentaram comportamento irritadiço após o evento.

Sem ter certeza de como o filhote acabou caindo da árvore, os cientistas apontam que algumas fêmeas foram vistas perseguindo um macho não-relacionado ao bando, um comportamento comum em casos de infanticídio na espécie. Dessa forma, a morte teria sido, de certa forma, “planejada”.

Analisando o caso de canibalismo

(Fonte: Mari Nishikawa)
(Fonte: Mari Nishikawa)

Após algumas tentativas por parte da mãe do animal de levá-lo de volta para o topo da árvore, a família de macacos finalmente absorveu o óbito. Depois de alguns minutos, uma série de adultos se agrupou próximo ao corpo e começou a analisá-lo de maneira mais próxima. 

Foi então que um jovem macho do banco começou a canibalizar o cadáver e a devorar os pés do filhote. Então, uma fêmea alfa de 23 anos levou os restos mortais para longe e se alimentou deles por mais 30 minutos inteiros, consumindo quase que a parte inferior da criatura por completa.

Segundo os cientistas, apenas oito casos de canibalismo eram conhecidos entre espécies de primatas na América Central ou América do Sul. Tipicamente, esse fenômeno ocorre após uma morte de filhote por infanticídio. Os pesquisadores acreditam que a ação da fêmea alfa possa ter sido causada pela busca em repor nutrientes, visto que duas semanas depois ela pariu outro bebê.

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