Congresso dos EUA exige relatórios sobre o colapso de Arecibo

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Após o lançamento de uma petição pública e a ação de diversas instituições, o Congresso norte-americano se manifestou em relação ao colapso do Observatório de Arecibo e está exigindo relatórios sobre a investigação da tragédia. A cobrança dos apoiadores do radiotelescópio surge para buscar esclarecimentos sobre o que realmente estava ocorrendo com a instalação nos últimos anos.

Na manhã do dia 1 de dezembro de 2020, o Observatório de Arecibo, localizado nas montanhas de Porto Rico, sofreu um dano estrutural que danificou seriamente a instalação, resultando na queda de uma plataforma suspensa com mais de 900 toneladas e na consequente destruição do disco basilar. O fato foi altamente sentido pela comunidade científica, que lamentou a perda de mais de 57 anos de descobertas, além do grande pilar educacional para os porto-riquenhos.

Os desgastes no observatório já estavam ocorrendo desde 2017, quando as primeiras vulnerabilidades abriram portas para a avaliação de riscos, com a National Science Foundation (NSF) chegando a sugerir o desligamento definitivo do telescópio. Após isso, parcerias conseguiram cobrir alguns custos operacionais de Arecibo, mas não foram suficientes para evitar os grandes danos que ocorreram entre agosto e dezembro de 2020, culminando na destruição total.

(Fonte: University of Central Florida / Reprodução)
(Fonte: University of Central Florida / Reprodução)

A petição sobre as investigações de Arecibo já conta com mais de 100.000 assinaturas e cobra para que o Congresso “aloque fundos para construir um novo radiotelescópio de Arecibo com maiores capacidades do que o telescópio anterior.” Além disso, o governador da ilha porto-riquenha confirmou que irá repassar cerca de US$ 8 milhões para ajudar nos esforços da reconstrução.

A resposta da NSF

A lei fiscal que apareceu em projeto divulgado pelo Congresso determina que a NSF deverá atualizar as autoridades norte-americanas dentro de 60 dias, apresentando relatórios sobre “as causas e a extensão dos danos, o plano para remover entulhos de uma forma segura e ambientalmente correta, a preservação das instalações associadas e áreas circundantes, e o processo para determinar o possível estabelecimento de tecnologia comparável no local, com quaisquer estimativas de custo associadas”.

Segundo o porta-voz da NSF, o observatório não está fechando e dados arquivados pelo radiotelescópio continuarão a ser utilizados. Enquanto isso, a instituição está procurando formas de reparar os danos da forma mais rápida possível.

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