Ruínas de igreja cristã e templo ptolomaico são achados no Egito

Recentemente, o governo egípcio anunciou que pesquisadores do Supremo Conselho de Antiguidades do país descobriram, em um sítio arqueológico conhecido como Forte Shiha, vestígios de um templo datado da dinastia ptolomaica, um forte romano e uma igreja cristã do período copta.

Fonte: Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades/Reprodução
Ruínas do forte romano em Aswan (Fonte: Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades/Reprodução)

Os elementos arquitetônicos do templo ptolomaico descoberto dentro do forte incluem parte de um painel de arenito representando a figura de um imperador romano de pé ao lado de um altar e quatro blocos de arenito gravados com imagens de folhas de palmeira. Esses elementos permitiram que os arqueólogos determinassem que a construção se tratava de um templo.

De acordo com o secretário-geral do ministério de antiguidades egípcio, Mostafa Waziri, foi encontrada no templo uma inscrição feita em escrita hierática, que era usada no antigo Egito, a respeito de um imperador grego, além de cartuchos egípcios, esculturas de forma oblonga onde era inserido o nome do rei.

As escavações em Aswan

Fonte: Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades/Reprodução
Fonte: Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades/Reprodução

Esse sítio arqueológico em Aswan já era conhecido há mais de cem anos, desde que o alemão Hermann Juncker descobriu parte do forte entre 1920 e 1922 d.C. Porém, a escavação nunca foi terminada. O que a nova expedição fez foi concluir os trabalhos de descoberta dos vestígios do templo e da igreja copta que foram erguidos posteriormente sobre as ruínas do forte.

As escavações mais recentes mostraram que a igreja tinha uma abóbada de tijolo vermelho, e que as quatro paredes feitas de tijolos de barro em torno do edifício sagrado eram maiores que se pensava, com uma largura de mais de 2 metros, segundo o comunicado do ministério egípcio.

Fonte: Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades/Reprodução
Fonte: Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades/Reprodução

A igreja possuía, em seu lado norte, quatro salas, um hall, uma escada e alguns fornos para cerâmica. A população copta do atual Egito é a maior comunidade cristã do Oriente Médio, representando mais de 10% da população do país. São descendentes de uma linhagem de antigos egípcios que se converteram ao cristianismo no início do século I.

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