Arqueólogos descobrem estátua de deus celta com mullet e bigode

Uma estátua de uma divindade celta foi encontrada em um sítio da Idade do Ferro em Cambridgeshire, Inglaterra, após escavações no assentamento histórico local. Curiosamente, a figura possuía detalhes claros de um corte de cabelo no estilo mullet e de um bigode discreto, mesmo sendo datada do século I d.C.

Super popular na década de 1980, o estilo mullet era marca registrada de atletas de hockey e de grandes nomes do rock internacional, que cortavam a franja da forma mais curta possível e deixavam a parte de trás crescer. O penteado, que antes era bastante ridicularizado — algo que rendeu até mesmo uma sátira no filme Debi & Loide – Dois Idiotas em Apuros —, parece ter feito sucesso há muito tempo, aparentemente sendo um dos visuais de celtas ancestrais.

“A descoberta mais marcante da escavação para mim foi uma pequena estatueta humana de liga de cobre de 5 cm. O artefato data do século I d.C., e embora possivelmente da fabricação romana, exibe traços muito celtas, como seus olhos ovais,” disse Shannon Hogan, arqueóloga da National Trust. “Seu penteado e bigode são claros, o que pode ser indicativo das tendências atuais ou talvez ‘típico’ para representações dessa deidade particular.”

(Fonte: Shannon Hogan - National Trust / Reprodução)
(Fonte: Shannon Hogan – National Trust / Reprodução)
(Fonte: Shannon Hogan - National Trust / Reprodução)
(Fonte: Shannon Hogan – National Trust / Reprodução)

Junto à estátua, os arqueólogos encontraram, no assentamento rural da Propriedade Wimpole, cerca de 300 objetos metálicos, incluindo acessórios de um uniforme militar romano, ferramentas cosméticas, moedas, pregos e acessórios de cavalaria, abrangendo um período entre a Idade da Pedra e o início do Império Romano.

A origem da miniatura

Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que a estatueta de pouco menos de 5 centímetros de altura fazia referência ao deus celta Cernunnos, considerado um dos principais entes da cultura e senhor dos animais, da fertilidade e da abundância. Porém, após análises de material e estudos históricos, eles chegaram à conclusão de que a figura serviu como uma alça para uma espátula que misturou cera ou medicamentos.

“Temos um conhecimento extremamente limitado de como eram as pessoas comuns da Inglaterra naquela época, então essa figura lindamente detalhada pode estar apenas nos dando um vislumbre tentador de sua aparência, ou como eles imaginavam seus deuses”, concluiu Hogan.

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