É possível parar um asteroide com uma bomba atômica?

Você já parou para se perguntar se os seres humanos estariam prontos para combater uma ameaça semelhante aquela que acabou com a existência dos dinossauros no planeta caso ela voltasse a se repetir? Segundo um novo estudo feito pela Universidade da Força Aérea da Nigéria, a hipótese requer certo tipo de planejamento.

Apesar da humanidade ter aprendido a desenvolver um arsenal potente de destruição nas bombas atômicas, não é nenhuma delas que conseguira nos livrar do apocalipse. Na visão dos pesquisadores, escolher a bomba certa é importante para fazer o asteroide desviar para a direção desejada, e a energia dos nêutrons é a chave para a equação.

Enfrentando a destruição

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Até onde se sabe pela ciência, a Terra está livre da ameaça de ser atingida por asteroides até o fim do século, mas isso não significa que algo do gênero não possa ocorrer no futuro. Quando esse dia chegar, entretanto, nós teremos que pensar em soluções criativas para fugir do fim da humanidade.

De acordo com os estudiosos, as bombas nucleares são a melhor alternativa de escape que a humanidade criou até o momento. Mas como usá-las corretamente? Em um evento onde um asteroide ou cometa intimide a nossa existência, diversos fatores deverão entrar em consideração — sobretudo o tempo disponível para o resgate.

Para isso, seria necessário alterar a rota de colisão do astro para longe do planeta. Apesar das bombas atômicas até conseguirem impor essa força, o processo envolve a liberação de nêutrons com energias variantes, e esse tipo de distribuição química varia para cada explosão nuclear diferente.

Auxílio dos nêutrons

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

De acordo com o autor do estudo Lansing Horan e sua equipe de pesquisadores, se a deposição de energia da bomba não acontecer nas condições ideias, nós não deveríamos acreditar que o armamento seria suficiente para livrar a Terra da ameaça de um asteroide fatal.

O documento ressalta que existe um grande salto até que a ciência entenda como a saída de energia específica de nêutrons de uma bomba atômica pode impactar na rota de um asteroide, mas que o momento ideal para começar a se entender esse processo é agora enquanto o mundo está livre de riscos.

Em um cenário drástico, onde a colisão com o astro só é descoberta nos últimos minutos, a melhor saída talvez seja se basear nas explosões hollywoodianas. Segundo Horan, esse caso hipotético exige que os humanos tentem explodir o alvo com todas as forças. Isso pode fazer com que fragmentos enormes de rocha sobrevivam e destruam cidades inteiras, mas evitaria com que toda a humanidade fosse extinta. 


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