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Primeiro cocô de bebês pode revelar risco para alergias e asma

O primeiro cocô de recém-nascidos pode ser um importante instrumento na prevenção e detecção de problemas de saúde nos primeiros anos de vida das crianças, é o que indica um novo estudo feito pela University of British Columbia, no Canadá. Segundo o artigo, as crianças podem começar a desenvolver alergias, asma e eczema antes mesmo de nascerem.

A análise das primeiras fezes de um bebê, que também são conhecidas como mecônio, mostra que a falta de certos compostos bioquímicos e bactérias intestinais normalmente vistas nos excrementos está diretamente associada a um risco maior de alergias e outras condições.

Análise de fezes

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Condições de saúde como alergias alimentares, rinite alérgica, asma e eczema são causadas pela reação exagerada do sistema imunológico a compostos inofensivos no meio ambiente. Muitos estudos indicam que essas condições aconteceriam por ume ligação entre a reatividade do sistema imunológico e uma menor diversidade de bactérias intestinais no microbioma humano.

Durante a fase de análise, a líder do estudo, Charisse Petersen, e seus colegas da University of British Columbia analisaram o mecônio de 100 bebês, os quais também fizeram parte de um estudo maior em andamento sobre o desenvolvimento infantil no Canadá.

Vale ressaltar que o mecônio não é exatamente igual às fezes normais, visto que sua composição possui uma mistura de substâncias que entraram na boca do bebê no final da gravidez, como líquido amniótico, células da pele e substâncias feitas pela pele do bebê. Por isso, a primeira evacuação após o parto oferece uma maior gama de informações sobre a gestação.

Desenvolvimento do sistema imune

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Na visão dos pesquisadores, existe a possibilidade de que as crianças com microbiomas diversificados de bactérias benéficas poderiam ter uma ajuda para “treinar” o sistema imunológico em desenvolvimento no processo para tolerar compostos não prejudiciais e causadores de alergias.

Como a maioria das condições alérgicas se desenvolve mais tarde na infância, a equipe precisou fazer testes cutâneos que medem a reatividade do sistema imunológico quando as crianças já haviam 1 ano de idade. 

Após esses resultados, os cientistas puderam comprovar que a parcela de bebês analisados com o mecônio quimicamente mais diverso tinha metade do risco de desenvolver um sistema imunológico super-reativo, quando em comparação com a parcela de mecônio menos variável. 

Entre as hipóteses levantadas pelos pesquisadores, os pais poderiam tentar reduzir o risco de seus filhos de doenças alérgicas por meio de medidas como evitar o manejo de antibióticos desnecessários nos primeiros anos de idade e tentar fazer com que seus filhos brinquem mais fora de casa para ter contato com um maior número de bactérias.

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