6 exemplos de guerras químicas que acontecem na natureza

Longe dos olhos humanos, a natureza esconde algumas particularidades verdadeiramente impressionantes. Mesmo em pequenos jardins, plantas, insetos, aves e até mesmo alguns mamíferos lutam pela sobrevivência, por espaço e para conseguir se alimentar.

Para conseguirem sair vitoriosas, essas criaturas utilizam todos os recursos que têm à disposição — o que pode incluir algumas armas químicas. Conheça seis exemplos de criatura que realizam uma guerra química diária nos “campos militares” da natureza!

1. Fungos assassinos

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Os fungos são normalmente associados a venenos, o que não chega a ser algo injusto já que diversas categorias de cogumelos são extremamente tóxicas. Em geral, esse veneno serve como um mecanismo de defesa contra insetos e mamíferos. Porém, alguns fungos são mais proativos na guerra química.

Um exemplo disso são os políporos, que produzem uma enzima digestiva para destruir o material existente nas árvores em que habitam. Após ir matando a árvore por dentro, o fungo se alimenta da matéria apodrecida. 

2. O poder dos insetos

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Fungos e árvores não são os únicos que participam da guerra química na natureza. Na realidade, existe uma grande variedade de insetos capazes de produzir substâncias tóxicas para matar ou afugentar seus predadores. As formigas são os melhores exemplos disso. 

A formiga-cabo-verde, encontrada na América Central, injeta poneratoxina na ferida de seus adversários para causar uma dor ardente.

3. Plantas vs. insetos

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Na maior parte do tempo, você verá insetos se alimentando de plantas. Este, entretanto, não é o caso da dioneia, uma planta carnívora que adora se alimentar de bichinhos que passam perto dela. Como a maioria das plantas não pode se mexer, muitas delas desenvolveram armas químicas para se defender de predadores.

Um exemplo perfeito disso é a hortelã, que pode ser saborosa para os seres humanos, mas é um verdadeiro coquetel de toxinas para os insetos. Essas plantas liberam uma substância chamada pulegona, que pode danificar o sistema nervoso de algumas criaturas.

4. Sobrevivência dos pulgões

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Os afídios, também chamados pulgões, são criaturinhas interessantes que geralmente não são apreciadas pelos jardineiros. Em algumas situações, esses animais se reproduzem de maneira que podem transmitir doenças de planta para planta e danificar uma plantação inteira.

Além disso, os afídios têm uma estratégia química interessante para sobreviver: excretar melado coletado das plantas para atrair grupos de formigas. Nesses casos, as formigas se sentem tão atraídas pelo líquido açucarado que desenvolvem comportamentos protetivos em relação aos pulgões.

5. Derrota dos afídios

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Em relação ao tópico anterior, a vida nem sempre é tão fácil para os pulgões. Plantas com cheiro forte, como alho e cebola, parecem afetar certas espécies de afídios. Ao emitirem uma mistura complexa de produtos químicos contendo enxofre, essas plantas mascaram o odor dos alimentos preferidos dos insetos.

Além disso, outras plantas podem até mesmo desenvolver um odor para atrair predadores dos pulgões. Por exemplo, os botões das flores de camomila produzem um composto volátil atraente para joaninhas. 

6. Mamíferos venenosos

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Pouquíssimos mamíferos no mundo conseguem produzir veneno, mas isso não significa que eles não existam. Um exemplo surpreendente é a toupeira europeia, que muitas vezes é considerada uma praga quando chega em um jardim. 

Sua saliva contém uma toxina que pode paralisar suas presas. Então, a toupeira leva o alimento ainda vivo e incapacitado para dentro de sua rede de túneis subterrâneos e o armazena em uma espécie de despensa de minhocas para comer mais tarde.

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