5 estudos psicológicos completamente bizarros

O cérebro é de longe é uma das coisas mais complexas que conhecemos e até hoje tentamos nos aprofundar sobre o assunto dentro do campo científico, seja a respeito da psicologia humana ou animal. Afinal, o que esse órgão é realmente capaz de fazer? Até que ponto podemos controlar a mente?

Esse assunto é tão vasto que até mesmo "cientistas malucos" quiseram mergulhar nele ao longo das décadas. Pensando nisso, nós separamos cinco casos de estudos psicológicos bizarros feitos pela humanidade até aqui. Olha só!

1. Hackeando o cérebro

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Você é do tipo de pessoa que costuma memorizar todos os dados da sua vida na sua memória? Pois saiba que talvez as suas senhas não estejam tão seguras assim, mesmo dentro da sua cabeça. Ao utilizar um capacete de eletroencefalograma (EEG), pesquisadores conseguiram detectar a chamada resposta P300 — um pico de atividade cerebral que ocorre quando reconhecemos algo.

Por mais inofensivo que isso pareça, esse instrumento poderia ser usado para coletar informações da sua cabeça, como número de celular, endereço, senhas, número do cartão de crédito ou qualquer informação pessoal. Além disso, cientistas trabalham com a possibilidade da criação de um sensor de P300, que poderia ser implantado no organismo humano e coletar informações sem que a pessoa saiba disso.

2. Controlando o cérebro animal

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram uma interface que utiliza EEG para ler ondas cerebrais específicas de um ser humano sempre que olham para um determinado padrão. Então, poderiam ser retransmitidas para camundongos por meio de ultrassom focalizado.

Ao direcionar essas ondas para uma parte específica do cérebro de um animal, o humano seria capaz de comandar algumas funções do corpo da criatura, como fazê-lo girar a cauda. 

3. Narcolepsia animal

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

A narcolepsia é um transtorno caracterizado pela sonolência e paralisia dos músculos esqueléticos quando um indivíduo entra em um estado emocional intenso. Sendo assim, uma pessoa poderia colapsar no chão e ficar incapaz de se mover simplesmente pelo fato de ter se encontrado com alguém que lhe agrade.

O que muitas pessoas não sabem é que esse também é um distúrbio que afeta animais. Ao longo de alguns anos, a Universidade de Stanford analisou um grupo de cachorros com esse problema de saúde para desenvolver um modelo sobre a doença, o que ajudou na compreensão dos casos em humanos.

4. Macacos adotivos

(Fonte: Internet/Reprodução)(Fonte: Internet/Reprodução)

Para investigar os efeitos da solidão social em macacos, o psicólogo Harry Harlow decidiu realizar um experimento. O cientista ofereceu a macacos-rhesus separados de seus pais no nascimento a chance de ter uma mamãe substituta em duas oportunidades: uma feita de metal com uma mamadeira acoplada e outra feita de pano.

Durante o estudo, o pesquisador notou que os macaquinhos só entravam em contato com a mãe de metal quando estavam com fome. O documento demonstrou que macacos bebês sem qualquer tipo de contato com algo confortável para se agarrar cresceriam socialmente atrofiados. Anos depois, o estudo foi considerado altamente antiético. 

5. Privação do sono

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Um estudo feito pela Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que a privação do sono desperta diversos efeitos negativos na memória de trabalho e na atenção humana, além do fato de que pessoas jovens lidam com esse tipo de problema com maior dificuldade.

Entretanto, os seres humanos possuem um mecanismo de defesa chamado de "microsono" para impedir que a falta de descanso ocasione problemas mais graves de saúde. Nesses casos, o indivíduo entraria em um estado de sono por alguns segundos sem nem ao menos perceber — fazendo com que parte do dano causado pela privação de sono seja restaurado.

Esse mecanismo, infelizmente, é inexistente em outras espécies. Estudos brutais feitos no passado demonstraram que cachorros desenvolvem lesões no cérebro irreversíveis e morrem em questão de semanas quando são forçados a não dormir. 

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