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Pessoas com mesmo cheiro tendem a virar amigos, diz estudo

Amigos são "a família que nós escolhemos". Mas e se eu te dissesse que essa escolha pode ser mais inconsciente do que pensávamos? De acordo com pesquisadores do Weizmann Institute of Science, indivíduos com odores corporais semelhantes estão mais propensas a desenvolver uma amizade instantânea do que o contrário.

Em uma série de experimentos sociais, a organização de Israel concluiu que o aroma parecido faz com que nossos cérebros "cliquem", criando o sentimento de que já conhecemos aquela pessoa há anos. Toda essa reação, por sua vez, só é possível porque cheiramos os outros de maneira natural em nossas primeiras interações.

Laços de amizade

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Para méritos de obtenção de dados, a equipe comandada pela pesquisadora Inbal Ravreby reuniu 20 pares de amigos do mesmo sexo e sem interesse romântico — sendo metade mulheres e metade homens —, os quais afirmaram ter criado um laço de amizade assim que se encontraram pela primeira vez.

Em seguida, os pesquisadores contaram com a ajuda de um nariz eletrônico, dispositivo que detecta diferentes componentes químicos em odores — para "cheirar" as roupas que cada um dos participantes estava usando na hora do experimento. A ferramenta descobriu que o odor corporal era mais semelhante entre os pares de amigos do que entre pares aleatórios formados ao embaralhar as cobaias.

Além da tecnologia, o estudo também pediu para que um grupo de 25 adultos independentes cheirassem as peças de vestimenta dos participantes. Para a surpresa de todos, os resultados foram extremamente parecidos e os humanos também conseguiram identificar que amigos possuíam odores mais parecidos entre si.

Aprofundando os dados

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Para a parte final do estudo, Ravreby e seus colegas escolheram mais 17 pessoas que nunca haviam se encontrado anteriormente e colocaram o nariz eletrônico para analisar seus odores corporais. Então, cada indivíduo se revezou jogando um jogo não-verbal com outros participantes do mesmo sexo.

Como esperado, os dados foram consistentes com os experimentos anteriores: pares que tinham odor parecido estiveram mais propensos a relatar a sensação de ter se dado bem com o outro participante logo de cara. Logo, a descoberta mostra que muitos dos nossos laços afetivos têm relação com a nossa capacidade olfativa — sempre em busca de indivíduos que são mais parecidos conosco.

Na natureza, outros mamíferos também usam o olfato para ajudar a decidir quem é amigo e quem é inimigo. Um exemplo disso são os cães, que cheiram os traseiros uns dos outros quando se encontram pela primeira vez. Em contraste, pessoas heterossexuais parecem ser atraídas amorosamente por membros do sexo oposto que cheiram diferente para elas.

Anteriormente, outros estudos já haviam mostrado que as mulheres eram mais atraídas por homens que tinham genes imunológicos diferentes, o que provavelmente também indica que nossa espécie está em busca constante por aprimorar o sistema imunológico de nossos descendentes. 

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