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Quantos dinossauros ainda não foram descobertos?

Novas espécies de dinossauros continuam sendo encontradas pelo mundo em um ritmo surpreendente. De acordo com estimativas, uma nova espécie dessas criaturas colossais é nomeada a cada duas semanas, a partir de suas descobertas em sítios arqueológicos espalhados pelo mundo todo.

E conforme os especialistas anunciam cada nova espécie, uma pergunta não quer calar: quantos dinossauros ainda restam serem descobertos? A cada dia que passa, a natureza da árvore genealógica dessas criaturas muda e nós somos pegos de surpresa. Na visão de alguns paleontólogos, ainda existem muitas espécies por aí esperando para serem encontradas. Entenda!

Era de ouro dos dinossauros

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Enquanto a Guerra dos Ossos, um período histórico de intensa especulação e descoberta de fósseis no século XIX, foi vista como um dos momentos mais importantes para a paleontologia, atualmente já é possível afirmar que o século XXI passou a ser considerado a "Era de Ouro dos Dinossauros". 

Tendo em vista a quantidade de novas descobertas recentes, os paleontólogos estão documentando rapidamente vários dinossauros não-aviários que vagaram pelo nosso planeta entre 66 milhões e 235 milhões de anos atrás. Os especialistas acreditam, no entanto, que isso é apenas o começo de um movimento científico.

Enquanto algumas descobertas trazem novos tipos de tiranossauros que se diferem de seus familiares por apenas uma saliência no focinho ou um dente extra, outros estudos representam grupos inteiros de dinossauros que ainda não eram conhecidos. Por consequência, isso altera completamente o quadro geral de como a evolução desses animais se desenrolou nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo.

Novas descobertas

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

De acordo com os especialistas, um dos grandes problemas sobre os dinossauros é que existe uma incompletude do registro fóssil. E o que isso quer dizer? Desde o final do século XIX, as rochas com fósseis encontradas pelo mundo representam uma fração descontínua de vários ambientes que surgiram e desapareceram ao longo do tempo.

Portanto, alguns lugares como desertos cheios de dunas, planícies aluviais e fundos marinhos até preservam os sedimentos acumulados, mas montanhas e outros ambientes sofreram erosão e apagaram parte desse registro histórico. Para piorar a situação, muitas formas de vida nunca nem chegaram ao registro fóssil, tendo em vista que foram consumidos, deteriorados ou quebrados de outra forma.

Isso significa que a grande maioria dos organismos que viveram no planeta nem tiveram chance de se tornar fósseis e jamais serão descobertos por nós. Estudos feitos em 2006 estimam que os paleontólogos só tenham encontrado menos de 30% de todos os dinossauros aviários até agora, e que aumentar essa contagem para 90% levaria mais de um século de exploração.

Sendo assim, basta fazer os cálculos para ter em mente que muitas espécies ainda estão em algum lugar esperando para serem desenterradas. O que nós sabemos, no entanto, é que as próximas descobertas devem ser de pequenos dinossauros, uma vez que as espécies maiores eram encontradas primeiro por resistirem à destruição do tempo.

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