Seja o primeiro a compartilhar

Qual espécie vai dominar a Terra quando a humanidade acabar?

Além dos diversos cenários apocalípticos cogitados para um eventual fim do mundo, também se especula muito sobre o que aconteceria com a vida na Terra se apenas os humanos desaparecessem — um assunto que tende a surgir quando os efeitos das mudanças climáticas ficam mais evidentes no nosso dia a dia.

Essa última hipótese, que envolveria um incidente incapaz de afetar diretamente a vida de outros seres, também representaria a possibilidade de que algum outro animal dominasse o espaço que até então foi ocupado pelo homem.

Esse período de "reinado" do Homo sapiensé bastante significativo, dada a constante presença de evoluções, passando pelo desenvolvimento do fogo, da agricultura, surgimento da escrita, avanços na ciência, sem falar na própria revolução tecnológica que seguimos acompanhando atualmente. Mas, geologicamente falando, o domínio humano corresponde a uma pequena faixa de tempo.

Uma breve retrospectiva

(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Há quatro bilhões de anos, a atmosfera primitiva já tinha se formado na Terra. Mas foi apenas entre um e dois bilhões de anos atrás que ocorreu uma espécie de "big bang", com a explosão de colônias celulares.

Cerca de 540 milhões de anos atrás, a vida na Terra ganhou novos contornos, e em meio a ciclos, espécies desapareceram enquanto outras proliferaram. Mas foi a partir desse ponto que eventos extremos também resultaram em episódios de extinção em massa. Ou seja, em meio a processos evolutivos lentos, incidentes variados geraram mudanças rápidas e definitivas no planeta.

O mais famoso, ocorrido há 65 milhões de anos, contribuiu com a extinção dos dinossauros. Mas acredita-se que outros de maior impacto tenham ocorrido: evidências apontam que antes disso, 250 milhões de anos atrás, uma erupção vulcânica gerou um efeito cascata altamente destrutivo.

Nesse episódio, 80% das espécies foram dizimadas. Os humanos, por sua vez, surgiram há apenas 180 mil anos — e aqui estamos nos referindo ao Homo sapiens, em específico. Considerando todo esse passado, o que seria esperado que ocorra a partir do seu desaparecimento?

Diferentes cenários

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Em meio a todas essas mudanças, alguns seres apresentaram uma capacidade surpreendente de se adaptar e proliferar. A partir disso, é possível deduzir que os animais que partilham das mesmas necessidades que os humanos tendem a desaparecer nesse cenário hipotético.

Nessa lógica, será que os insetos são candidatos a dominar o mundo? Eles existem há pelo menos 480 milhões de anos e suas colônias geralmente são organizadas. Por outro lado, os fungos também são grandes candidatos a dominar o mundo, dada a sua presença massiva, e nem sempre percebida.

Mas se pararmos para pensar numa escala ainda maior, as bactérias são as favoritas. Afinal, elas existem há quatro bilhões de anos e tiveram um papel fundamental na formação da atmosfera terrestre.

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Elas resistem aos antibióticos e estão presentes mesmo nos ambientes mais inóspitos — ou seja, por que pensar que isso mudaria de alguma forma com a extinção dos humanos? Os primatas, por outro lado, por não apresentarem uma capacidade evolutiva que supera a do Homo sapiens, não são candidatos em potencial.

O mesmo vale para animais suscetíveis às mudanças climáticas ou que, apesar da sua elevada inteligência, ainda não conseguem se adaptar ao meio terrestre, como os polvos. Apesar de todo o conhecimento adquirido, ainda não sanamos as lacunas que nos permitem compreender o passado em sua totalidade — e o mesmo pode ser dito quanto a antecipar o futuro.

Sequer sabemos se o homem, que responde por boa parte dos problemas ambientais existentes, conseguirá resolvê-los e evitar a sua própria extinção. No final das contas, a imprevisibilidade segue sendo a única constante, e no meio disso tudo, mutações aleatórias e eventos raros desempenham um papel muito mais decisivo do que costumamos admitir.

Você sabia que o Mega Curioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.