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Satélites de madeira: alternativa sustentável para reduzir o lixo espacial será lançada ano que vem

Com o aumento significativo no número de satélites no espaço, a preocupação com o lixo espacial cresce proporcionalmente. Diante desse desafio, cientistas das agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA) estão trilhando uma rota inovadora: a criação do primeiro satélite artificial de madeira do mundo.

Previsto para ser lançado em 2024, esse projeto promete não apenas abordar a problemática do lixo espacial, mas também buscar uma solução ecologicamente consciente para as estruturas que circundam nosso planeta.

Projeto LignoStella Space Wood

JAXA/Reprodução(Fonte: JAXA/Reprodução)

Com mais de 10 mil satélites em órbita, a quantidade de lixo espacial tornou-se uma preocupação. A predominância do alumínio, material tradicional dos satélites, torna-se um fator agravante quando esses dispositivos se desintegram durante a reentrada atmosférica, contribuindo para a poluição do nosso ambiente.

Diante dessa ameaça crescente, os pesquisadores agora direcionam seus esforços para avaliar a viabilidade dos satélites de madeira, uma inovação que desafia as normas da indústria espacial. Em 2020, foi lançado o revolucionário projeto LignoStella Space Wood, destinado a explorar a durabilidade de diferentes tipos de madeira no ambiente hostil do espaço. A ousada proposta submeteu as amostras de madeira a mais de 290 dias de exposição na Estação Espacial Internacional.

O resultado desses testes desafiadores foi surpreendente. Contrariando as expectativas e desmistificando preocupações comuns sobre o uso de madeira no espaço, as amostras não exibiram quaisquer sinais visíveis de decomposição ou danos. Entre as variedades testadas, a madeira de magnólia mostrou-se a mais promissora.

Impacto ambiental reduzido

(Fonte: Getty Images)O alumínio dos satélites tradicionais podem danificar a camada de ozônio. (Fonte: Getty Images)

Pesquisadores destacaram que o alumínio presente nos satélites contribui significativamente para as partículas de aerossol na estratosfera, podendo afetar a camada de ozônio. Como a madeira queima completamente ao reentrar na atmosfera, os satélites feitos desse material oferecem uma solução potencial para minimizar esse impacto ambiental.

Contudo, embora apresente vantagens, o uso de recursos naturais em hardware espacial ainda são uma incógnita. A missão conjunta da NASA e da JAXA, Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, está prevista para o verão de 2024 e será crucial para monitorar e avaliar o desempenho dessa inovação ao longo do tempo.

A busca por soluções sustentáveis no espaço é essencial, dada a crescente ameaça do lixo espacial. Os satélites de madeira apresentam-se como uma alternativa promissora, proporcionando não apenas uma opção ecologicamente correta, mas também potencialmente mais eficiente. O lançamento previsto para 2024 marca um passo audacioso em direção a um futuro onde a inovação e a sustentabilidade coexistem no vasto cosmos.

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