Cientistas da NASA propõem nova definição para os planetas
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Cientistas da NASA propõem nova definição para os planetas

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Plutão e sua situação como ex-planeta é um tema que ainda gera acaloradas discussões entre os cientistas, mesmo mais de uma década depois de ele ter tido o título “revogado” e ser reclassificado como planeta-anão. No entanto, se depender de um time de pesquisadores da NASA, logo, logo, o astro voltará a figurar entre os mundos que compõem o Sistema Solar — e muitos outros corpos celestes entrariam para a lista também, incluindo a nossa Lua!

Rebaixamento

Voltando um pouquinho o tempo, Plutão foi reclassificado como planeta-anão em agosto de 2006, depois que o astrônomo Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia — o Caltech —, propôs uma reformulação nas regras que definem os planetas à União Astronômica Internacional.

Plutão, coitado, foi rebaixado

Segundo a proposta de Mike, para um corpo celeste seja considerado como um planeta, esse objeto deve “ter massa suficiente para que a sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de modo que ele adquira uma forma (praticamente esférica) em equilíbrio hidrostático, estar em órbita em redor de uma estrela, sem ser uma estrela ou satélite de um planeta, e ter limpado a vizinhança de sua órbita”.

Pois a União Astronômica Internacional curtiu a sugestão de Mike e, como o nosso querido Plutão cumpre com os dois primeiros requisitos, mas — infelizmente — não cumpre com o último, ele sendo “rebaixado” a planeta-anão. Tendo esclarecido o que aconteceu, de acordo com Bec Crew, do portal Science Alert, um grupo de pesquisadores da NASA publicou um manifesto onde propõem uma nova e mais precisa forma de definir o que é um planeta.

Cadê o Plutão?

O grupo é liderado por Alan Stern, cientista planetário à frente da missão New Horizons da NASA, e, segundo ele, o pessoal da União Astronômica Internacional não tinha nada que ter ouvido um astrônomo para definir o que caracteriza um planeta. Conforme disse, seria o mesmo que pedir a um pediatra para fazer uma neurocirurgia. O que Stern quis dizer com isso é que a organização deveria ter ouvido um especialista em planetas para determinar o que é um planeta, oras!

Manifesto

De acordo com Bec, conforme explicou Stern, quando os cientistas olham para um objeto como Plutão, eles não conseguem encontrar outra forma de chamá-lo, além de planeta. Então, o time propôs uma definição geofísica que, em vez de se prender à questão de se determinado corpo celeste orbita ao redor de uma estrela ou não, avalia as propriedades físicas desse astro.

Segundo a nova proposta, um planeta seria todo objeto celeste redondo que não seja uma estrela

Sendo assim, segundo o manifesto, “um planeta é um corpo de massa sub-estelar que nunca passou por fusão nuclear e que tenha auto-gravitação suficiente para assumir uma forma esferoidal adequadamente descrita por um elipsoide triaxial, independente de seus parâmetros orbitais”. Trocando em miúdos: um planeta é todo e qualquer objeto celeste redondo que não seja uma estrela — simples assim.

No entanto, não pense que a definição que o time propõe em seu manifesto é arbitrária e engloba toda classe de objeto celeste que existe pelo Universo. Por um lado, a proposta devolveria a Plutão seu antigo título, e incluiria astros como todos os planetas-anões que existem no Sistema Solar e até a nossa Lua — o que significa que teríamos uma nova e imensa lista de planetas como vizinhos.

De acordo com a nova definição, até a Lua seria classificada como planeta

Entretanto, por outro lado, a nova definição deixaria de fora todas as estrelas, incluindo as anãs brancas e estrelas de nêutrons, assim como os buracos negros. É claro que nada foi decido a respeito do assunto, e o pessoal da União Astronômica Internacional vai ter que deliberar muito antes de chegar a alguma conclusão sobre a nova definição, e nós vamos ter que esperar um bom tempo para saber o que eles decidiram.

Mas, considerando que ainda existem tantas — tantas — coisas que ainda não sabemos sobre o Universo, quem garante que essa definição não acabe sendo substituída por outra antes mesmo que sejamos capazes de decorar os nomes de todos os astros que passariam a compor a família de planetas que formam o Sistema Solar?

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