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6 filmes sobre IA que erraram feio ou acertaram em cheio

Com os constantes avanços tecnológicos que estamos presenciando, as representações de inteligência artificial presentes em filmes parece servir como uma previsão do que podemos esperar em nosso futuro. Mas será que o universo do cinema realmente apresentou de forma correta ou apenas usou esse conceito vagamente? 

Confira a seguir nossa lista de filmes que envolvem IA e descubra exatamente como eles erraram ou acertaram:

1. A.I.: Inteligência Artificial - Errou

Neste drama sci-fi, acompanhamos a jornada de um robô-criança chamado David, entregue a uma família cujo filho está em coma, como uma forma de "menino substituto". 

Quando o garoto humano acorda, a família abandona David, que parte para procurar a Fada Azul, do clássico conto Pinóquio, para que ela o transforme em um menino de verdade e sua mãe adotiva o aceite de volta.

O principal erro desse filme é uma concepção errada que muitas pessoas podem ter: esse tipo de "inteligência" não é igual a ter pensamento senciente ou emoções.

Joanna J. Bryson, a principal especialista em IA, explica: “O maior obstáculo hoje é que as pessoas se identificam excessivamente com o conceito de inteligência. Não há memória de tempos melhores ou piores, não há base, espaço ou computação para o sofrimento”.

Bryson ainda argumenta que os humanos nunca devem se confundir com a aparência humanoide do robôs, porque eles nunca vão sentir da mesma forma que nós. "O ideal com robôs antropomórficos é que você obtenha utilidade deles, até mesmo utilidade emocional, mas ainda esteja ciente de que não faz mal abandoná-los durante as férias", explica a especialista.

Sendo assim, mesmo que exista alguma precisão no drama, com uma IA sendo programada para "amar" uma família, ela não saberia o que é sentir essa emoção, apenas utilizando sinais de afeto como dados para continuar realizando a tarefa para qual foi concebida.

2. Ex_Machina: Instinto Artificial - Errou

Ex_Machina acompanha a visita de Taleb Smith, um jovem programador de uma grande empresa que não só ganha a chance de visitar o fundador da companhia, Nathan Bateman, em sua casa remota na floresta, como também precisa ajudá-lo a conduzir um Teste de Turing em uma robô humanoide chamada Ava.

E mesmo que todo o conceito de IA tenha seus problemas nesse filme, seu principalmente defeito é em como esta tecnologia é criada. No longa, Ava é produzida por Bateman em seu isolado laboratório, mas na realidade, é preciso uma grande equipe de pesquisadores que trabalham incansavelmente durante muitos anos para desenvolver e criar software e algoritmos que se tornam o que conhecemos como tecnologia artificial.

3. Eu, Robô - Errou

Este longa foi amplamente baseado nos trabalhos de um dos mestres da ficção científica, Isaac Asimov, e suas Três Leis da Robótica.

Em 2035, robôs altamente inteligentes ocupam cargos públicos em todo o mundo, operando sob as três regras criadas para manter os seres humanos em segurança e estabelecer uma coexistência pacífica entre a humanidade e as máquinas. Porém, tudo isso muda quando uma inteligência artificial introduz a "lei zero", que afirma que "um robô não pode prejudicar a humanidade ou, por inação, permitir que a humanidade seja prejudicada".

A noção de criar uma programação seguindo um conjunto de regras é bastante precisa, porém, o erro neste caso foi a possibilidade de um robô poder se reprogramar espontaneamente. Afinal, eles são incapazes de desenvolver de modo súbito uma nova missão, e apenas seguem a tarefa que foram incumbidos de realizar.

4. Ela - Acertou

Theodore Twombly, é um recém-divorciado solitário que passou por um término difícil, e acaba se apaixonando por um sistema operacional personificado por uma voz feminina chamada Samantha.

Enquanto o homem está preso por seus traumas emocionais e capacidade limitada de conhecimento, Samantha é capaz de acessar o vasto mar ilimitado de informações da internet, além de contar com uma capacidade de processamento para manter várias conversas e "relacionamentos" simultaneamente.

Este drama romântico explora de forma correta a possibilidade de um humano solitário se apaixonando por uma tecnologia habilitada para inteligência artificial, ao mesmo tempo que aborda como a IA é incapaz de corresponder tais sentimentos.

Ela pode servir como um vislumbre do potencial das assistentes virtuais que já temos na atualidade, como a Alexa da Amazon ou a Siri da Apple.

5. 2001: Uma Odisseia no Espaço - Acertou

Este clássico de 1968 pode ser um dos mais precisos em questões tecnológicas e como um dos melhores exemplos de IA nas telonas. A trama narra a jornada do astronauta Dr. Dave Bowman, que deve encontrar misteriosos monólitos negros que atuam como conexões entre o passado e o presente.

Contudo, durante a missão, o sistema de computador da espaçonave, chamado HAL, começa a se comportar de forma estranha, causando uma grande tensão entre os humanos e a tecnologia. 

Por mais que HAL possa exibir ações sencientes em alguns momentos, ele não deixa de ser consistentemente com sua programação de completar a missão. Até quando a tecnologia parece sentir medo e tenta barganhar com Bowman quando o astronauta tenta desligá-lo, isso pode ser visto como uma tentativa de continuar seu trabalho, ao invés de uma reação emocional.

E mesmo sem explicar muitos detalhes sobre o funcionamento do sistema, este filme de 53 anos imaginou um futuro tecnológico possível de forma incrível, mesmo sendo bem a frente de 2001.

6. Robocop - Acertou

Robocop é um clássico de ação lançado em 1987, trazendo um policial meio robô e meio humano cuja missão é combater o crime em Detroit. Mesmo com alguns aspectos exagerados e falta de clareza na forma como a máquina humanoide foi concebida, este longa acertou em uma parte, mesmo que seja de uma maneira diferente.

A ideia de uma máquina autônoma responsável por manter a lei e a ordem cativou engenheiros e governos de todo o mundo, com alguns exemplares já estando em operação ou próximos do lançamento.

Dubai pretende adicionar em breve robôs de três metros à sua polícia, que serão capazes de realizar tarefas básicas, como observação e presença policial. Porém, mesmo com o tamanho intimidante, aparentemente eles não estarão armados.

Já os SGR-A1, uma versão em miniatura e mais "cruel" do Robocop, é utilizado para patrulhar a zona desmilitarizada entre a Coreia do Sul e do Norte, sendo equipados com armas que podem atingir alvos a uma distância de até 3,2 km.

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