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8 motivos para você repensar o consumo de atum

A cada ano que passa, mais o consumo de proteína de peixe aumenta ao redor do mundo. Contudo, a pesca e a produção em cativeiro de diversos espécimes não conseguem acompanhar esses índices crescentes. Fatores como a gestão inadequada dos estoques, a exploração exacerbada de algumas espécies, desperdício e mudanças climáticas são alguns dos motivos que colocam essa indústria em risco.

A estimativa da FAO é que, até 2030, o consumo de pescados aumente em todas as regiões do globo: +33% na América Latina; +37% na África; +28% na Oceania e +20% na Ásia. Contudo os índices de pesca estão diminuindo: em 2016 houve uma queda de 2 milhões de toneladas em comparação ao ano anterior.

Consumo de atum

Quando falamos de atum, contudo, a situação parece ser ainda mais caótica. Especialistas das áreas pesqueira e ambientalistas vêm tentando alertar a população mundial sobre o consumo das diversas espécies do peixe, visto que algumas delas correm o risco de serem extintas caso o consumo não seja freado.

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Segundo um estudo recente publicado pela Fisheries Research, cerca de seis milhões de toneladas de atum são retiradas do oceano todos os anos. Isso se dá graças ao consumo da proteína enlatada, que é extremamente popular em todo o mundo devido ao fácil armazenamento – técnica que ficou muito popular após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Por isso, confira 8 motivos para repensar a compra e o consumo de atum no seu dia a dia:

1. Extinção

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Das oito espécies existentes de atum, três correm risco de extinção. A mais afetada é o atum azul, também conhecido como o peixe mais caro do mundo: sua população já foi reduzida em mais de 90%.

2. Cativeiro

É um peixe difícil de ser criado em cativeiro, ou seja, seu consumo compromete diretamente o crescimento da população do atum em seu habitat. Para que sua carne atinja os níveis de qualidade almejados, o atum precisa nadar em alto mar, onde tem espaço.

3. Latas

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O atum enlatado, a forma mais comum de consumir o peixe, contribui com o consumo exagerado dessa proteína, já que é fácil de ser encontrado em supermercados ao redor do globo e não precisa de preparo antes de ser ingerido.

4. Sushi

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A expansão e popularização da culinária japonesa popularizou ainda mais o consumo do peixe (que aumentou oito vezes nos últimos 60 anos), a níveis maiores do que a natureza pode suportar.

5. Fiscalização

As entidades de conservação e regulação de consumo de atum sofrem devido à dificuldade de fiscalização da pesca e venda de atum. Estima-se que um terço dos peixes da espécie são comercializados a partir do mercado negro.

6. Desequilíbrio

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Com o declínio do atum na natureza, os oceanos estão enfrentando um desequilíbrio do sistema e da cadeia alimentar como um todo. Muitas espécies além dele também ficam ameaçadas por causa disso.

7. Substituível

Apesar de ter se tornado uma iguaria, a carne do atum pode ser, tranquilamente, substituída pela de outros peixes, principalmente os que podem ser cultivados em cativeiro.

8. Toxicidade

Por fim, estudos recentes revelaram que o atum possui pequenas doses de mercúrio em sua carne. Os índices não são nada preocupantes para quem consome a proteína a níveis normais. Contudo, para quem a inclui exacerbadamente na dieta, as consequências podem ser graves: danos neurológicos e efeitos na saúde reprodutiva.

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