Frango moderno sofreu mutação com dogmas impostos por monges da Idade Média

Hoje em dia, as galinhas são uma fonte de alimento em vários lugares do mundo, mas nem sempre foram assim. A história da sua domesticação é antiga, datando de 6 mil anos atrás, quando se tornaram animais de rinha para o povo do sudeste asiático. Frequentemente, as aves também acompanhavam os exércitos nas guerras, porque supostamente traziam sorte.

Agora, novas pesquisas com DNA de ossos antigos de galinhas mostram que a partir do ano 1000 d.C. elas se tornaram muito mais próximas dos animais que conhecemos hoje em dia. As galináceas passaram por uma mutação genética justamente na época em que houve uma crescente urbanização e quando a Igreja Católica passou a praticar o jejum no norte da Europa.

A partir do ano 1000 d.C., galinhas passaram a conviver cada vez mais com os seres humanos

O gene TSHR já é conhecido como o responsável por vários animais domésticos diminuírem sua reprodução sazonal. Nas galinhas, o gene atuou tornando-as menos agressivas e mais aptas a colocar ovos durante o ano todo, podendo conviver nos ambientes mais restrito das residências. Essa mutação do TSHR teria acontecido por volta do ano 920 d.C., selecionando as aves mais propícias ao convívio humano.

Nessa mesma época, começaram a pipocar cada vez mais registros do consumo dos frangos pelos seres humanos. Um pouco disso é culpa da crescente urbanização do período, mas também coincide com as práticas religiosas de proibir o consumo de animais de quatro patas. Logo, as galinhas passaram a ser uma fonte viável de proteína.

“Nós tendemos a analisar como as pressões da seleção em plantas e em animais domésticos variaram através do tempo em resposta a diferentes preferências ou fatores ecológicos”, analisou Greger Larson, autor do novo estudo sobre as aves. “Essa pesquisa mostra o quão fácil é conduzir uma característica particular a uma alta frequência em um piscar de olhos da evolução”, finaliza.

Mutação genética fez com que galinhas ficassem menos agressivas em ambientes confinados, tornando-as mais aptas para a domesticação e o consumo

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