(Fonte da imagem: Reprodução/Naval)

No seriado Star Trek — programa que apresentou o Capitão Kirk e o Doutor Spock —, dezenas de artefatos tecnológicos e inovadores foram mostrados, sendo que alguns realmente se tornaram realidade, como a porta que abre “sozinha” e os celulares.

Contudo, uma das maiores ideia do programa não foi reproduzida, que é a “Velocidade de Dobra”. Esse era o sistema de propulsão da nave do seriado, que trabalhava com a velocidade da luz como base — ou seja, uma Dobra corresponde a uma viagem duas vezes mais rápida do que a que seria feita pela luz.

E era esse sistema que permitia a exploração espacial, já que foi possível percorrer distâncias enormes. Por conta disso, a NASA quer criar algum tipo de propulsão parecido com o do seriado, de forma que os astronautas possam viajar tanto quanto o pessoal da Enterprise.

No entanto, uma viagem em uma velocidade tão alta quanto a da luz é impossível para os padrões da tecnologia atual. Sendo assim, os cientistas estão trabalhando para contornar essa barreira.

A bolha de dobra

(Fonte da imagem: Reprodução/Inovacaotecnologica)

No momento em que a nave do Capitão Kirk entrava em Dobra, uma “bolha” de tempo-espaço protegia a tripulação e a estrutura do veículo contra uma velocidade tão grande — tanto que os viajantes não notavam que estavam indo tão rápido. E é esse o ponto de partida do estudo dos cientistas norte-americanos.

Eles já encontraram algumas brechas em equações matemáticas que indicam a possibilidade de deformações entre a relação do tempo e o espaço que resultariam em uma proteção semelhante a essa bolha.

Por enquanto, a pesquisa está surtindo resultados modestos, mas a NASA garante que descobertas revolucionárias estão por vir — afinal de contas, eles estão começando a descobrir como visitar outros mundos.

Tá, e a energia para isso tudo?

Inicialmente, os cientistas imaginavam que seria necessário usar um combustível exótico — e uma quantidade que seria igual ao tamanho de Júpiter — para viagens desse gênero. No entanto, as pesquisas provaram que esse pensamento estava errado.

Se a bolha de proteção realmente for possível, eles poderão usar a relação entre o tempo e espaço para diminuir a quantidade de combustível usado. Dessa maneira, a nave gastaria “apenas” 500 quilos — o que é uma quantidade alcançável.

A conclusão dessa história

Avatar, filme em que a exploração espacial é possível. (Fonte da imagem: Reprodução/Meandros)

Se toda essa pesquisa gigantesca e inovadora der certo, os astronautas terão como visitar Gliese 581g — um planeta que está a 20 anos-luz de distância — em dois anos. Ou seja, viagens interplanetárias seriam totalmente viáveis, com a possibilidade colonizar outros mundos ou de procurar vida alienígena em lugares em que nenhum outro homem jamais esteve.

Agora, vamos torcer (muito) para que tudo isso dê certo!

Fonte: Gizmodo